Estados Unidos restringem vistos de funcionários chineses

Segundo o secretário de Estado, Antony Blinken, a medida acontece por causa do assédio e repressão de dissidentes e defensores dos direitos humanos

Douglas Porto, da CNN, em São Paulo
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O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, anunciou, nesta segunda-feira (21), a restrição dos vistos de funcionários chineses por assédio e repressão contra dissidentes e defensores dos direitos humanos dentro e fora da China.

"Os perpetradores de violações dos direitos humanos devem continuar a enfrentar as consequências. Os Estados Unidos tomaram medidas para impor restrições de visto a funcionários da RPC [República Popular da China] por tentarem intimidar, assediar e reprimir dissidentes e defensores dos direitos humanos dentro e fora da China", afirmou Blinken pelas redes sociais.

 

Consequências à China caso apoie a Rússia

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki reafirmou, em 14 de março, que a China irá enfrentar consequências caso ajude a Rússia militarmente ou não obedeça às sanções que foram estabelecidas contra o país. Segundo um alto funcionário do governo norte-americano, os russos pediram ajuda militar aos chineses, inclusive com drones.

“Não vou delinear que consequências específicas, mas o assessor de Segurança na Assembleia disse que se a China fornecer algum tipo de auxílio militar ou vá contra as sanções estabelecidas haverá consequências. Quais serão as consequências serão determinadas no futuro.”

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a Rússia não solicitou auxílio à China, justificando que o país tem poder militar suficiente para cumprir todos os seus objetivos na Ucrânia a tempo e por completo.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse à CNN que os EUA estão “observando atentamente para ver até que ponto a China realmente fornece qualquer forma de apoio, material ou econômico, à Rússia. É uma preocupação nossa. E comunicamos a Pequim que não vamos esperar e permitir que nenhum país compense a Rússia por suas perdas com as sanções econômicas”.

Em uma reunião entre Sullivan e o principal Yang Jiechi em Roma, também na última segunda-feira (14), foi apresentado diretamente os possíveis resultados negativos de auxílios aos russos, um alto funcionário do governo de Joe Biden.

“Temos preocupações sobre o alinhamento da China com a Rússia neste momento, e o conselheiro de segurança nacional foi direto sobre essas preocupações e as potenciais implicações e consequências de certas ações”, disse o funcionário, descrevendo uma conversa “muito franca”, “intensa”.