Estados Unidos restringem vistos de funcionários chineses
Segundo o secretário de Estado, Antony Blinken, a medida acontece por causa do assédio e repressão de dissidentes e defensores dos direitos humanos
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, anunciou, nesta segunda-feira (21), a restrição dos vistos de funcionários chineses por assédio e repressão contra dissidentes e defensores dos direitos humanos dentro e fora da China.
"Os perpetradores de violações dos direitos humanos devem continuar a enfrentar as consequências. Os Estados Unidos tomaram medidas para impor restrições de visto a funcionários da RPC [República Popular da China] por tentarem intimidar, assediar e reprimir dissidentes e defensores dos direitos humanos dentro e fora da China", afirmou Blinken pelas redes sociais.
Perpetrators of human rights abuses must continue to face consequences. The United States has taken action to impose visa restrictions on PRC officials for attempting to intimidate, harass, and repress dissidents and human rights defenders inside and outside of China.
— Secretary Antony Blinken (@SecBlinken) March 21, 2022
Consequências à China caso apoie a Rússia
A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki reafirmou, em 14 de março, que a China irá enfrentar consequências caso ajude a Rússia militarmente ou não obedeça às sanções que foram estabelecidas contra o país. Segundo um alto funcionário do governo norte-americano, os russos pediram ajuda militar aos chineses, inclusive com drones.
“Não vou delinear que consequências específicas, mas o assessor de Segurança na Assembleia disse que se a China fornecer algum tipo de auxílio militar ou vá contra as sanções estabelecidas haverá consequências. Quais serão as consequências serão determinadas no futuro.”
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a Rússia não solicitou auxílio à China, justificando que o país tem poder militar suficiente para cumprir todos os seus objetivos na Ucrânia a tempo e por completo.
O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse à CNN que os EUA estão “observando atentamente para ver até que ponto a China realmente fornece qualquer forma de apoio, material ou econômico, à Rússia. É uma preocupação nossa. E comunicamos a Pequim que não vamos esperar e permitir que nenhum país compense a Rússia por suas perdas com as sanções econômicas”.
Em uma reunião entre Sullivan e o principal Yang Jiechi em Roma, também na última segunda-feira (14), foi apresentado diretamente os possíveis resultados negativos de auxílios aos russos, um alto funcionário do governo de Joe Biden.
“Temos preocupações sobre o alinhamento da China com a Rússia neste momento, e o conselheiro de segurança nacional foi direto sobre essas preocupações e as potenciais implicações e consequências de certas ações”, disse o funcionário, descrevendo uma conversa “muito franca”, “intensa”.


