Forças ucranianas “destroem Donetsk”, segundo separatistas e TV estatal russa

Agência estatal RIA-Novosti informou, nesta quinta-feira (24), que as forças de segurança ucranianas foram as responsáveis por bombardear a região pró-Moscou de Donetsk, no leste da Ucrânia

Tanque em rua na região separatista ucraniana de Donetsk
Tanque em rua na região separatista ucraniana de Donetsk 22/02/2022 REUTERS/Alexander Ermochenko

Nathan Hodgeda CNN

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A TV estatal russa informou, nesta quinta-feira (24), que as forças de segurança ucranianas foram as responsáveis por bombardear a região pró-Moscou de Donetsk, no leste da Ucrânia, citando relatórios do escritório de representação da República Popular de Donetsk, no Centro Conjunto de Controle e Coordenação do Regime de Cessar-fogo (JCCC).

A agência de notícias estatal RIA-Novosti citou na reportagem que o bombardeio foi na direção da vila da mina Trudovskaya, nos arredores de Donetsk, às 2h40. Teriam sido utilizados dez morteiros de 120 mm e armas pesadas proibidas pelo Acordos de Minsk, de acordo com os relatórios.

A televisão estatal russa também relatou fogo pesado em partes do leste da Ucrânia controladas por separatistas. A CNN ainda não teve acesso a esses relatórios.

O Departamento de Estado dos EUA alertou que a Rússia pode usar as chamadas bandeiras falsas, incluindo alegações de que a Ucrânia está atacando Donetsk, para justificar uma invasão.

O acordo de Minsk de 2015 foi elaborado na capital da Bielorrússia em uma tentativa de encerrar o que era então um conflito sangrento de 10 meses no leste da Ucrânia. Mas nunca foi totalmente implementado, com seus principais problemas ainda não resolvidos.

Foi assinado por representantes da Rússia, Ucrânia, líderes separatistas e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Foi posteriormente endossado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Isso pôs fim ao pior dos combates na época.

Entenda o conflito

Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia está aumentando a pressão sobre seu ex-vizinho soviético, ameaçando desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.

A mobilização provocou alertas de oficiais de inteligência dos EUA de que uma invasão russa pode ser iminente.

Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não chegaram a uma conclusão. Foi reconhecida por Vladimir Putin, na segunda-feira (21), a independência de Donetsk e Luhansk, duas áreas separatistas ucranianas.

Mapa da Ucrânia
Mapa da Ucrânia com destaque para as regiões de Donetsk e Luhansk / Foto: Reprodução/CNN Brasil

A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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