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    Gustavo Petro suspende gabinete binacional entre Colômbia e Equador

    Ação acontece após polícia equatoriana fazer operação na embaixada do México para prender ex-vice-presidente Jorge Glas

    Presidente colombiano Gustavo Petro em Caracas
    Presidente colombiano Gustavo Petro em Caracas 18/11/2023 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

    Mauricio Torresda CNN

    O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, suspendeu o gabinete binacional entre o país e o Equador, reiterando que a operação que a Polícia Equatoriana realizou na Embaixada do México, em Quito, para prender o ex-vice-presidente Jorge Glas foi “muito grave”.

    Petro anunciou a medida em publicação no X (antigo Twitter), acrescentando: “Reconstruir o direito internacional é essencial se quisermos a paz mundial”.

    O gabinete binacional entre essas nações é um mecanismo de cooperação que ambos os países estabeleceram em dezembro de 2012, durante os governos do colombiano Juan Manuel Santos e do equatoriano Rafael Correa.

    A reunião mais recente, a 11ª, ocorreu em 31 de janeiro de 2023, quando Petro se reuniu com seu então homólogo equatoriano, Guillermo Lasso. Na ocasião, Lasso disse que a integração “é um dos caminhos mais eficazes para o bem-estar do nosso povo”.

    A CNN entrou em contato com a Presidência da Colômbia para solicitar mais informações sobre a decisão e para perguntar se isso afeta alguma outra área das relações bilaterais, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.

    Também entramos em contato com o governo do Equador, mas não houve retorno.

    A suspensão anunciada por Petro ocorre no mesmo dia em que foi publicada uma entrevista do atual presidente do Equador, Daniel Noboa, à emissora australiana SBS News, afiliada da CNN, na qual ele diz não se arrepender da ação na embaixada do México.

    Jorge Glas afirma ser perseguido politicamente, enquanto o governo Noboa argumenta que ele tem duas sentenças por associação ilícita e suborno.

    Em retaliação, o México rompeu relações diplomáticas com o Equador e apresentou uma ação judicial perante à Corte Internacional de Justiça.

    Além disso, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou a incursão na última quarta-feira, afirmando que violava a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O Equador defendeu suas ações durante a operação.

    Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

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