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    Ataques russos atingem Kiev e outras cidades ucranianas e deixam mortos

    Mísseis atingiram cruzamentos movimentados, parques e locais turísticos no centro da capital ucraniana com uma intensidade nunca vista mesmo quando as forças russas tentaram capturar a capital no início da guerra

    Jonathan LandayMax Hunderda Reuters

    A Rússia disparou mísseis de longo alcance contra cidades da Ucrânia durante horário de pico nesta segunda-feira (10) de manhã, matando civis e desligando infraestruturas de energia e calor, no que o presidente Vladimir Putin declarou ser uma vingança por ataques ucranianos, que incluíram a destruição de uma ponte que liga o território russo à Crimeia.

    Nesta segunda (10), de acordo com o serviço de emergência do estado ucraniano, ao menos 11 civis morreram e 64 ficaram feridos. O governo ucraniano, no entanto, confirmou 10 mortos até o momento.

    Os mísseis atingiram cruzamentos movimentados, parques e locais turísticos no centro de Kiev com uma intensidade nunca vista mesmo quando as forças russas tentaram capturar a capital no início da guerra.

    Explosões também foram relatadas em Lviv, Ternopil e Zhytomyr no oeste da Ucrânia, Dnipro e Kremenchuk no centro da Ucrânia , Zaporizhzhia no sul e Kharkiv no leste.

    O presidente russo Vladimir Putin fez um discurso televisionado no qual reivindicou os ataques contra “a infraestrutura de energia, militar e de comunicações da Ucrânia” após a destruição da ponte Kerch, na Crimeia.

    “Várias explosões no distrito de Shevchenskivskyi, no centro da capital”, declarou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko Klitschko, no aplicativo de mensagens Telegram.

    Uma testemunha da Reuters viu um enorme carroceiro em um dos cruzamentos do centro da cidade e carros próximos completamente destruídos, enegrecidos e cheios de estilhaços.

    Explosões também foram relatadas em Lviv, Ternopil e Zhytomyr, no oeste da Ucrânia, e em Dnipro, na região central.

    A Rússia abandonou um avanço inicial em Kiev em face da feroz resistência reforçada pelas armas ocidentais.

    Desde então, Moscou e seus representantes se concentraram no sul e em Donbas, um território oriental composto por Luhansk e seu vizinho Donetsk, mobilizando artilharia esmagadora em alguns dos combates terrestres mais pesados ​​da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

    Ataques danificaram onze instalações de infraestrutura

    O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, afirmou que onze instalações de infraestrutura em oito regiões e na capital Kiev foram danificadas pelos ataques russos.

    “Até as 11h (horário local), 11 importantes instalações de infraestrutura em oito regiões e na cidade de Kyiv foram danificadas”, explicou Shmygal no aplicativo de mensagens Telegram.

    A Alemanha disse que um prédio que abriga seu consulado em Kiev foi atingido no ataque desta segunda-feira, embora não tenha sido usado desde que a guerra começou em 24 de fevereiro.

    A União Europeia condenou os “ataques bárbaros e covardes” de segunda-feira à Ucrânia.

    Ataque russo em ponte na capital ucraniana Kiev, nesta segunda-feira (10) / Reprodução/Reuters

    No meio da manhã, o Ministério da Defesa da Ucrânia disse que a Rússia havia disparado 81 mísseis de cruzeiro, e as defesas aéreas da Ucrânia derrubaram 43 deles. A polícia disse que pelo menos cinco pessoas morreram e 12 ficaram feridas em Kiev.

    Imagens de câmeras de segurança mostraram estilhaços e chamas envolvendo uma passarela com fundo de vidro em um vale arborizado no centro da cidade, um dos locais turísticos mais populares de Kiev. Um pedestre fugiu da explosão.

    A Reuters mais tarde viu uma enorme cratera sob a ponte, que foi danificada, mas permaneceu de pé.

    “Rússia está tentando “nos varrer da face da terra”, diz Zelensky

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que houve mortos e feridos em explosões que abalaram cidades da Ucrânia nesta segunda-feira (10) e acusou a Rússia de tentar varrer seu país “da face da terra”.

    “Eles estão tentando nos destruir e noss varrer da face da Terra. Destruir nosso povo que está dormindo em casa, na cidade de Zaporizhzhia. Matar pessoas que vão trabalhar em Dnipro e Kiev”, disse Zelensky no aplicativo de mensagens Telegram.

    “As sirenes dos ataques aéreos não diminuem em toda a Ucrânia. Há mísseis atingindo. Infelizmente, há mortos e feridos”, acrescentou.

    O líder ucraniano ainda acusou os russos de terem programado seus ataques desta segunda (10) de modo a produzir as maiores perdas em vidas e em infraestrutura de energia na Ucrânia.

    Zelensky concede entrevista à CNN, em Kiev. / CNN

    “Eles querem pânico e caos, querem destruir nosso sistema de energia”, disse em vídeo mostrando o lado de fora do escritório presidencial.

    “O segundo alvo são as pessoas. Tal momento e tais alvos foram especialmente escolhidos para causar o máximo de dano possível.”

    Conversas com Scholz e Macron

    Zelensky disse também quem conversou com o chanceler alemão Olaf Scholz sobre a necessidade de uma reunião emergencial do G7 sobre os ataques recentes.

    “Concordei com o chanceler Olaf Scholz, da Alemanha, que ocupa a presidência do G7, em uma reunião emergencial do grupo”, escreveu Zelensky.

    “Meu discurso está agendado, no qual falarei sobre os ataques terroristas da RF [Federação da Rússia]. Também discutimos a questão do aumento da pressão sobre a RF e ajuda na restauração da infraestrutura danificada.”

    O presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou seu total apoio à Ucrânia em uma ligação com seu colega, Volodymyr Zelensky, e expressou o compromisso da França de intensificar a ajuda, incluindo equipamentos militares, disse o Palácio do Eliseu.

    Zelensky disse que, na ligação “urgente”, discutiu o fortalecimento da defesa aérea ucraniana e a necessidade de uma reação da comunidade internacional.