Kremlin condena comentários poloneses sobre hospedar armas nucleares dos EUA

Líder do partido governista na Polônia afirmou que país poderia receber 50% a mais de soldados americanos do que hoje

Porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov durante entrevista coletiva em Moscou
Porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov durante entrevista coletiva em Moscou 19/12/2020 REUTERS/Evgenia Novozhenina

Alan Charlish e Anna Koperda Reuters

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O Kremlin condenou nesta segunda-feira (4) os comentários do líder do partido no poder da Polônia, que disse que Varsóvia estaria aberta a ter armas nucleares dos Estados Unidos em seu solo e receberia um aumento de 50% no número de tropas norte-americanas na Europa.

Falando a repórteres em uma teleconferência, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que tal medida só levaria a “um aumento das tensões”.

Jaroslaw Kaczynski, que lidera o partido Lei e Justiça (PiS), disse no fim de semana que a Polônia estaria aberta a ter armas nucleares estacionadas em seu território – mas que isso não estava sendo considerado no momento. O político cobra uma posição mais forte do país contra a Rússia.

“A Polônia ficaria satisfeita se os americanos aumentassem sua presença na Europa dos atuais 100 mil soldados para 150 mil no futuro devido à crescente agressividade da Rússia”, disse Jaroslaw Kaczynski ao jornal alemão Welt am Sonntag.

Antes da invasão russa havia cerca de 80 mil soldados dos Estados Unidos na Europa.

 

 

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