Netanyahu expressou a Trump "ceticismo" sobre acordo com Irã
Ainda assim, primeiro-ministro de Israel mostrou esperar que presidente dos Estados Unidos esteja criando condições para entendimento

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (12) que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteja criando as condições para um acordo com o Irã que evite uma ação militar.
De toda forma, o premiê afirmou ter manifestado "ceticismo geral" durante a reunião com Trump e que, caso um acordo seja de fato alcançado, ele deverá incluir pontos que são muito importantes para Israel.
Entre esses pontos, estão o programa nuclear iraniano, seus mísseis balísticos e os grupos armados apoiados pelo Irã, acrescentou.
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que "seja justo com todas as partes".
O líder americano disse que enviou uma "grande frota" para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer "em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado".
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que "atacaria com força total" se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava "pronto e armado".
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o "início de uma guerra".


