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    O que aconteceu no ataque da Síria a Israel?

    Artefatos caíram em áreas abertas e não foram relatados danos ou feridos, segundo as FDI (Forças de Defesa de Israel)

    Karla Dundercolaboração para a CNN

    Após o ataque terrorista surpresa do grupo radical islâmico Hamas a Israel e a declaração de guerra feita pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a tensão aumenta à medida que o receio de uma guerra mais ampla começa a se desenhar.

    Os militares israelenses disseram que estão respondendo a disparos vindos da Síria. Os artefatos caíram em áreas abertas e não foram relatados danos ou feridos, segundo as FDI (Forças de Defesa de Israel).

    Segundo uma fonte no sul da Síria ouvida pela Reuters, uma facção palestina disparou três foguetes contra Israel.

    As tropas israelenses revidaram e dispararam projéteis de artilharia e morteiros contra a Síria. As FDI pontuaram que seus soldados atacaram “na direção da origem do lançamento na Síria”, mas sem fornecer mais detalhes.

    Na quarta-feira (11), Israel realizou um ataque em território libanês, depois que mísseis foram lançados contra um posto militar das Forças de Defesa de Israel (FDI) perto da fronteira. O exército disse que bombardeou a área no Líbano onde o míssil foi disparado.

    “Em resposta ao míssil antitanque disparado contra soldados israelenses recentemente, uma aeronave das FDI atingiu um posto de observação militar pertencente ao Hezbollah no sul do Líbano. Além disso, a artilharia atingiu a área de origem do lançamento”, disse a FDI.

    O grupo libanês Hezbollah disse ter disparado contra um local israelense com “mísseis guiados” em resposta ao assassinato de três membros na segunda-feira (9). A organização afirma ter matado e ferido soldados israelenses no ataque.

    Síria x Israel

    A tensão na região é frequente. Em fevereiro deste ano, segundo a agência de notícias estatal síria SANA, a Força Aérea de Israel bombardeou um bairro residencial em Damasco, capital da Síria, deixando cinco mortos e ao menos 15 feridos.

    Já o Orient News, um veículo de mídia da oposição na Síria, informou que os ataques tinham como alvo armazéns e imóveis da milícia iraniana em Kafar Sousah. O grupo estaria armazenando armamento na região. As Forças de Defesa de Israel não comentaram o ataque às agências internacionais (AFP).

    Segundo informações das agências internacionais, Israel teria como alvo supostos pontos de carregamentos de armas iranianas.

    Em março, um ataque aéreo israelense atingiu a região do aeroporto de Alepo, na Síria. Segundo informou a agência de notícias Reuters, fontes de inteligência afirmaram que o alvo foi um depósito de armas iranianas.

    Ainda, segundo fontes ouvidas pela agência, o Irã estaria distribuindo armas para aliados na Síria e no Líbano, incluindo o Hezbollah. Por esse motivo, Israel estaria tentando frear a distribuição do armamento com ataques a aeroportos e bases aéreas.

    No fim de março, um oficial da Guarda Revolucionária do Irã morreu após ataque de Israel à Síria. O Irã apoia o regime de Bashar al-Assad desde o início da guerra civil e Israel tenta combater a influência do Irã na Síria, conforme informou a Reuters.

    Segundo o observatório de Direitos Humanos da Síria, só no mês de março foram seis ataques de Israel ao país.

    Na Páscoa deste ano, no dia 9 abril, caças atingiram um complexo militar sírio, sistemas de radar e postos de artilharia “em resposta a foguetes disparados a partir da Síria”.

    Os foguetes vindos da Síria foram lançados em direção a Israel e alguns caíram nas Colinas de Golã.

    Os lançamentos de foguetes ocorrem em meio ao aumento das tensões na região, após batidas da polícia israelense na mesquita de al-Aqsa em Jerusalém. Ação que foi considerada pelos muçulmanos como provocação.

    A polícia israelense invadiu o templo duas vezes em 5 de abril, alegando que “centenas de manifestantes e profanadores de mesquitas (tinham) se barricado” lá dentro.

    Na sequência, a Jordânia, vizinha de Israel, alertou sobre “consequências catastróficas” se as forças de Israel invadirem a mesquita novamente.

    Mesquita de al-Aqsa

    O complexo de al-Aqsa é um dos lugares considerados sagrados tanto para o Islã como para o Judaísmo. Os terrenos sagrados, conhecidos pelos muçulmanos como Al Haram Al Sharif (Nobre Santuário) e pelos judeus como Monte do Templo, têm sido um foco de tensões entre Israel e os palestinos durante décadas.

    Em comunicado, o Hamas afirmou que lançou o ataque “Tempestade Al-Aqsa” contra Israel – que teve como alvo centenas de soldados e civis – em parte para defender o local sagrado.

    As imagens do ingresso da polícia de Israel no interior da mesquita para deter “agitadores” geraram fortes reações não só no território palestino como no mundo muçulmano em geral.

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