Papa Francisco homenageia tradutor ucraniano e agradece poloneses por acolher refugiados

Francisco falou em sua audiência geral semanal na Quarta-Feira de Cinzas, a qual o Papa declarou um dia de oração e jejum pela paz na Ucrânia

O Papa Francisco homenageou o frei Marek Viktor Gongalo, que é ucraniano, nesta quarta-feira (2)
O Papa Francisco homenageou o frei Marek Viktor Gongalo, que é ucraniano, nesta quarta-feira (2) Massimo Valicchia/Getty Images

Cristiano CorvinoEmily Roeda Reuters

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O Papa Francisco pediu que as pessoas se lembrem dos ucranianos em abrigos subterrâneos em busca de proteção de bombardeios e agradeceu a Polônia por acolher refugiados da guerra, nesta quarta-feira (2).

Francisco falou em sua audiência geral semanal na Quarta-Feira de Cinzas, a qual o Papa declarou um dia de oração e jejum pela paz na Ucrânia.

Após endereçar os pilares da reunião, o Pontífice saiu do roteiro e agradeceu um tradutor que o acompanhava, o padre Marek Viktor Gongalo, que é ucraniano.

“Seus pais estão agora em um abrigo subterrâneo para se proteger das bombas em um local próximo à Kiev”, disse o papa.

“Ao acompanhá-lo, acompanhamos todos os que estão sofrendo com os bombardeiros, incluindo seus pais idosos e muitos outros idosos que estão se defendendo em abrigos. Vamos lembrar dessas pessoas em nossos corações”, disse.

Mais de meio milhão de ucranianos fugiram do conflito desde o início da invasão, a maior parte atravessando para a Polônia e a Romênia.

“Vocês foram os primeiros a apoiar a Ucrânia, abrindo suas fronteiras, seus corações e as portas de suas casas aos ucranianos fugindo da guerra”, disse o papa aos poloneses, através do tradutor.

“Vocês estão os oferecendo generosamente tudo o que precisam para viver com dignidade, apesar do drama do momento. Eu estou profundamente grato por vocês e eu os abençoo do fundo do meu coração”, afirmou.

Francisco pediu por corredores humanitários para ajudar refugiados a fugir e disse àqueles que fazem a guerra que não devem se iludir pensando que Deus está ao seu lado.

O Vaticano pediu o fim imediato do ataque e disse que está pronto para “facilitar o diálogo” entre Rússia e Ucrânia.

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