Pesquisa CNN: Maioria diz que 11 de Setembro mudou maneira como se vive hoje

Para 57% dos norte-americanos, ataques terroristas impactaram seus atuais hábitos de vida

Momento em que avião sequestrado atinge a Torres Sul do World Trade Center, em Nova York
Momento em que avião sequestrado atinge a Torres Sul do World Trade Center, em Nova York Getty Images

Jennifer Agiestada CNN

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Vinte anos após os atentados do 11 de Setembro, as mudanças que os ataques terroristas trouxeram à vida dos norte-americanos ainda repercutem nas linhas políticas e demográficas.

Uma nova pesquisa da CNN conduzida pelo SSRS descobriu que 57% dos cidadãos do país dizem que os ataques impactaram a maneira como vivem suas vidas hoje e 68% dizem que os ataques tiveram impacto sobre os direitos e liberdades individuais nos Estados Unidos.

Embora a proporção de que afirma que os ataques afetaram direitos e liberdades tenha caído na última década (uma pesquisa AP-NORC realizada em 2011 descobriu que 86% dos norte-americanos pensavam que os ataques afetaram direitos e liberdades individuais), a porcentagem que afirma que 11 de Setembro mudou a maneira como vivem suas vidas hoje manteve-se relativamente estável ao longo do tempo.

Cinco anos depois dos ataques, em 2006, uma pesquisa AP-Ipsos descobriu uma divisão de 50-50 sobre se o 11 de Setembro afetou a maneira como os norte-americanos viviam suas vidas.

Em 2011, 57% disseram que suas vidas foram afetadas pelos ataques em uma pesquisa AP-NORC e 63% se sentiram assim dois anos depois.

O fato de a maioria sentir que os ataques tiveram algum efeito no modo como os norte-americanos vivem hoje afeta as divisões demográficas e políticas, mas há algumas diferenças na extensão em que diferentes grupos sentem que suas vidas mudaram.

Adultos mais velhos, que tinham 45 anos ou mais em 2001, têm menos probabilidade de dizer que os ataques tiveram “um grande” impacto em como vivem suas vidas agora (13% dizem isso). Entre aqueles que eram crianças, adolescentes ou que ainda nem tinha nascido na época dos ataques, 24% dizem que o 11 de Setembro teve um grande impacto em suas vidas.

No geral, cerca de 1 em 5 (20%) norte-americanos dizem que o 11 de setembro de 2001 teve um grande impacto em suas vidas hoje, enquanto 37% dizem que foi apenas algum impacto.

A sensação de que os ataques afetaram os direitos e liberdades individuais também é consistente em todas as divisões demográficas, embora os republicanos (72%) sejam um pouco mais propensos do que os democratas (64%) a dizer que os direitos e as liberdades foram afetados pelos ataques.

Cerca de metade dos norte-americanos na nova pesquisa (51%) dizem que raramente ou nunca pensam sobre o que aconteceu no 11 de Setembro. No aniversário de 10 anos dos ataques, esse número era de 35%.

A frequência com que os americanos pensam sobre os ataques está ligada à sua idade em 2001. Aqueles que eram mais velhos do que a idade universitária (22 ou mais) são mais propensos a dizer que pensam sobre o 11 de Setembro algumas vezes por mês ou com mais frequência (55%) do que aqueles com idade inferior a isso (40%).

Entre aqueles que tinham 45 anos ou mais na época dos ataques, 61% dizem que pensam no 11 de Setembro algumas vezes por mês ou mais.

A pesquisa da CNN foi conduzida pelo SSRS de 3 de agosto a 7 de setembro entre uma amostra nacional aleatória de 2.119 adultos, convidados por correio. As entrevistas foram realizadas online ou por telefone com um entrevistador ao vivo.

Os resultados da amostra completa têm uma margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou menos.

Especial

CNN Brasil apresentou uma programação especial neste sábado, 11/09, em transmissão simultânea com a CNN americana e com correspondentes espalhados pelos Estados Unidos, em homenagem às vítimas do atentado que completa 20 anos. Confira:

(Texto traduzido; leia o original em inglês)

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