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    Presidente da Ucrânia: “Futuro da segurança da Europa está sendo decidido hoje”

    Volodymyr Zelenskiy afirmou que a decisão da Rússia de reconhecer independência de regiões separatistas na Ucrânia compromete os esforços de paz

    Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, durante declaração
    Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, durante declaração Reprodução/CNN

    André Rigueda CNN

    São Paulo

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    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, afirmou nesta terça-feira (22) que a decisão da Rússia de reconhecer independência de regiões separatistas arruinaram os esforços de paz e que os ucranianos podem romper relações diplomáticas com os russos. Zelenskiy também cobrou sanções do Ocidente contra Vladimir Putin.

    “Temos uma escalada de ameaças à Ucrânia. É terrível não apenas para a Ucrânia, mas para o mundo todo. É na Ucrânia que o futuro da segurança da Europa está sendo decidida hoje”, declarou Zelenskiy durante encontro com o presidente da Estônia, Alar Karis. “Concordamos com a necessidade de sanções urgentes, porque é outro ato de agressão à Ucrânia. [Essas sanções] devem incluir o fim das obras do gasoduto Nord Stream 2”.

    A Rússia é responsável por 1/3 do gás consumido na Europa. A Alemanha está no centro das pressões por conta de um gasoduto de 1.200 quilômetros (Nord Stream 2) que foi concluído em setembro, num megaprojeto de US$ 11 bilhões.

    Estados Unidos e o Reino Unido já anunciaram que vão introduzir sanções contra os russos. Na madrugada desta terça-feira (22), o Japão também afirmou que “está pronto” para se unir aos EUA e outras nações do G7 na aplicação de sanções. A União Europeia deve decidir sobre o uso de sanções em uma reunião de ministros das Relações Exteriores europeus ainda nesta terça-feira.

    “Calma”

    Zelenskiy minimizou a perspectiva de um conflito em larga escala com a Rússia, mas disse estar preparado para introduzir a lei marcial se isso acontecer. “Acreditamos que não haverá guerra contra a Ucrânia e não haverá grande escala”, declarou.

    O presidente da Estônia pediu calma na região. “Continuamos a apoiar a Ucrânia de todas as formas possíveis. Peço aos líderes ucranianos que fiquem calmos e demonstrem o desejo de resolver de forma pacífica. A Rússia tem feito provocações nos últimos dias. Moscou deveria retirar suas forças do território ucraniano”.

    Entenda o conflito

    Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia está aumentando a pressão sobre seu ex-vizinho soviético, ameaçando desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

    A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país. A mobilização provocou alertas de oficiais de inteligência dos EUA de que uma invasão russa pode ser iminente.

    Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não chegaram a uma conclusão. Foi reconhecida pelo presidente russo Vladimir Putin, na segunda-feira (21), a independência de Donetsk e Luhansk, duas áreas separatistas ucranianas.

    A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

    (Com informações de Eliza Mackintosh, da CNN e da Agência Reuters)

    Fotos – A tensão nas fronteiras da Ucrânia em imagens

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