Trump se reuniu com assessores na Turquia antes de ordenar ataques ao Irã
Discussões envolveram a resposta aos ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz e novas medidas contra Teerã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou parte do dia de terça-feira (7) na Turquia reunido com seus principais assessores para discutir uma resposta ao ataque iraniano contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, segundo pessoas familiarizadas com as conversas.
Antes de um jantar de líderes oferecido pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, Trump se reuniu com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, para formular uma resposta, incluindo os ataques americanos contra alvos iranianos.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também está na Turquia e discutiu com Trump a revogação da isenção de sanções que permitia ao Irã vender petróleo.
Durante o jantar, Trump manteve uma conversa reservada com o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte. Na manhã seguinte, nesta quarta-feira (8), Rutte afirmou que a ação militar foi "absolutamente necessária" ao chegar à cúpula da Otan, considerada de alta importância.
"Quando há um cessar-fogo e o Irã basicamente o está violando, vimos o que aconteceu ontem com os ataques a navios, acho totalmente crucial que os Estados Unidos reajam de forma firme", disse Rutte.
Segundo Rutte, o programa nuclear iraniano estará na pauta da principal sessão da Otan nesta quarta-feira. "Espero que os aliados reafirmem hoje que o Irã jamais deve obter capacidade nuclear", afirmou.
Trump tem demonstrado frustração com o que considera violações, por parte do Irã, do memorando de entendimento assinado há exatamente três semanas. Teerã, por sua vez, também acusa os Estados Unidos de descumprirem repetidamente o acordo.
O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que também ocupa o cargo de presidente do Parlamento, listou as principais violações do acordo de cessar-fogo pelos Estados Unidos, na madrugada desta quarta-feira, após troca de ataques entre os países.
Em publicação na rede social X, Ghalibaf apontou que o governo americano não cumpriu o acordo ao violar os "ajustes iranianos no Estreito de Ormuz" e seguir com "ameaças persistentes de novos ataques".
*com informações da Reuters


