Ucrânia: “Negociações difíceis” para saída de feridos de Azovstal continuam

Autoridades ucranianas dizem que as conversas continuam de maneira delicada, mas que o objetivo é retirar vivos todos aqueles que precisam

Fumaça sobe acima de uma planta da Azovstal em Mariupol
Fumaça sobe acima de uma planta da Azovstal em Mariupol FILE PHOTO: People walk their bikes across the street as smoke rises above a plant of Azovstal Iron and Steel Works during Ukraine-Russia conflict in the southern port city of Mariupol, Ukraine May 2, 2022. REUTERS/Alexander Ermochenko

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As negociações difíceis continuam sobre o destino dos soldados ucranianos ainda presos na siderúrgica Azovstal em Mariupol, disse Pavlo Kyrylenko, chefe da administração militar da região de Donetsk.

“Negociações difíceis estão em andamento neste momento para salvar os defensores, gradualmente, porque a Federação Russa está tentando ditar suas condições e requisitos o máximo possível. Portanto, em primeiro lugar, serão [retirados os] combatentes gravemente feridos”, afirmou.

Kyrylenko ecoou os comentários da vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, de que o lado ucraniano não faria comentários detalhados sobre o processo.

“Temos que falar sobre isso apenas quando as pessoas estiverem seguras. Só então faremos comentários. As negociações estão em andamento e são realmente muito difíceis. Porque, primeiro, a Federação Russa sempre as altera [as condições]. E mesmo tudo isso que é alcançado não é 100% acordado com a Rússia“, explicou.

Enquanto isso, continuou ele, os russos mantém os ataques a Avozstal pelo ar. “São bombas pesadas, a vácuo e altamente explosivas”, pontuou o funcionário.

Vereshchuk também tem falado sobre as negociações da Azovstal, aparentemente tentando conter as expectativas.

“Não há milagres na guerra. Há duras realidades. Portanto, apenas uma abordagem sóbria e pragmática funciona”, disse ela na sexta-feira (13). “A equipe está trabalhando. As negociações com o inimigo são muito difíceis. O resultado pode não agradar a todos. Mas nossa tarefa é tirar nossos meninos. Todos. Vivos”, afirmou a vice-primeira-ministra.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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