Pronunciamento de Bolsonaro, pacote dos EUA e mais notícias de 25 de março


Da CNN em São Paulo
25 de março de 2020 às 06:44 | Atualizado 25 de março de 2020 às 06:54

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional - e a repercussão da fala -, a decisão do STF sobre as medidas restritivas contra o novo coronavírus, a redução de voos domésticos no país e o pacote trilionário dos EUA são os destaques da manhã desta quarta-feira (25).

Pronunciamento

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou em rede nacional, nesta terça-feira (24). Ele criticou as medidas restritivas de combate ao coronavírus e defendeu a volta dos transportes, comércios e escolas. "O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o de pessoas com mais de 60 anos. Então, por que fechar escolas?", questionou. A posição contraria as orientações do Ministério da Saúde.

Parlamentares e governadores

O pronunciamento de Bolsonaro foi criticado pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os parlamentares consideraram a fala "grave" e "equivocada". Na agenda de hoje (25) está prevista reunião entre Bolsonaro e governadores da região Sudeste. Dentre eles, o paulista João Doria (PSDB) e o fluminense Wilson Witzel (PSC), dois dos que determinaram amplas medidas de restrição de circulação.

STF

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que os governos estaduais e municipais podem adotar medidas como isolamento, quarentena e restrição de movimentação no combate ao novo coronavírus. A decisão veio em resposta à medida provisória do governo federal que estabelecia que somente os órgãos reguladores poderiam definir regras de locomoção em todo o território nacional.

Voos

Apenas 170 voos diários serão mantidos no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. Uma parcela de pouco mais de 5% da malha. O objetivo é manter funcionando serviços essenciais de transporte de medicamentos, equipamentos e profissionais de saúde. Companhias temem colapso e adotam medidas como redução de salários e licenças não-remuneradas.

Estados Unidos

A Casa Branca e o Senado dos Estados Unidos fecharam um acordo sobre o pacote de ajuda de US$ 2 trilhões, que deve ser votado ainda hoje. O valor é para incentivar a economia norte-americana no combate à pandemia, mas deve influenciar mercados em todo o mundo.