PF cumpre mandados contra suspeitos de participação em esquema de alvarás falsos

Operação é realizada no Rio de Janeiro; investigação do MPF também apura a soltura de traficante internacional de armas que segue foragido

Cleber Rodrigues e Thayana Araujo, da CNN, no Rio de Janeiro
24 de março de 2021 às 08:43 | Atualizado 24 de março de 2021 às 09:06

Uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) cumpre 20 mandados sendo quatro de prisão e 16 de busca e apreensão, nesta quarta-feira (24), no Rio de Janeiro, contra suspeitos de participarem de um esquema de alvarás falsos. 

Em Bangu, na zona oeste da capital, os agentes foram até um condomínio para tentar prender uma advogada, suspeita de integrar o esquema, mas ela não foi encontrada.

A operação foi batizada de “camaleão.com” porque a investigação do MPF apura o fato de suspeitos se passarem por oficiais e servidores de justiça, para “enganar” a administração pública federal e o sistema penitenciário. 

Os procuradores identificaram que essas pessoas também utilizaram meios eletrônicos: e-mails especialmente, para concluir a fraude.

A operação “camaleão.com” teve como ponto de partida a soltura de um dos maiores traficantes de armas do mundo. 

PF deflagra operação contra esquema de alvarás falsos nesta quarta-feira (24)
PF do Rio deflagra operação contra esquema de alvarás falsos nesta quarta-feira (24)
Foto: CNN

A CNN mostrou que em novembro do ano passado, o preso João Filipe Barbieri fez uso de um alvará supostamente falso para deixar a penitenciária de Bangu, onde estava preso desde 2017, condenado a 27 anos de prisão por associação para o tráfico e tráfico internacional de armas. 

A denúncia da saída de Barbieri chegou ao desembargador Marcelo Granado, relator do caso na Justiça Federal. O magistrado chegou a pedir explicações à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) sobre a situação penal de João Filipe Barbieri e outro preso – João Victor Roza. 

Após o fato, a Seap instaurou uma sindicância em caráter de urgência para apurar as circunstâncias e informou que colaboraria com as investigações do MPF e PF. As investigações do MiP começaram em fevereiro deste ano. 

Na ocasião, foram expedidos ofícios, em caráter de urgência, à Seap, requisitando todas as informações pertinentes aos fatos narrados, inclusive cópia do suposto falso alvará de soltura de João Filipe Barbieri, bem como a 8ª Vara Federal Criminal.