“Cerca de 17 mil pessoas estão desalojadas”, diz governador de Minas Gerais

À CNN, Romeu Zema falou sobre a situação no estado durante o período de chuva intensa

Anna Gabriela CostaLayane Serranoda CNN

em São Paulo

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, falou à CNN nesta terça-feira (11) sobre o período chuvoso no estado, que já causou 19 mortes e deixou 17 mil pessoas desalojadas e desabrigadas. De acordo com o governador, a situação pede alerta, já que a previsão é de mais chuva na região para as próximas horas.

“Realmente a nossa situação em Minas é um cenário de guerra, nossa prioridade tem sido a ajuda humanitária, cerca de 17 mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas, porque a casa foi invadida pelas águas ou porque a casa simplesmente não existe mais, e temos que por essas pessoas em abrigos e dar assistência”, disse Zema.

No último sábado (8), as fortes chuvas no estado causaram o transbordamento de um dique na barragem da Mina de Pau Brando, em Nova Lima, que causou a interdição de um trecho na rodovia BR-040. Além disso, houve a queda de uma rocha em Lago de Furnas, em Capitólio, que atingiu uma lancha e causou a morte de 10 pessoas.

“Como o solo está encharcado, qualquer nova chuva pode provocar deslizamento, toda a cobertura do estado está saturada de água, o risco é eminente, existe. Já tivemos vítimas fatais; viagem somente em caso de extrema necessidade, novos deslizamentos podem acontecer a qualquer momento nessas regiões com chuvas nas próximas horas”, alertou o governador.

Mineradoras devem apresentar dados

À CNN, Romeu Zema afirmou que as mineradoras do estado têm 24 horas para apresentarem dados de segurança relacionados às barragens, para evitar o risco de deslizamentos proporcionados pelas chuvas intensas.

“Hoje mesmo, nós do estado e o Ministério Público estadual e federal, notificamos todas a mineradoras que possuem hoje 31 barragens no estado, que apresenta alguma situação de risco, para que essas mineradoras venham apresentar dados adicionais sobre a segurança dessas barragens”, disse o governador.

De acordo com o governo, a ação conjunta conta com o apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

“Esse ato reforça a questão da segurança, temos monitorado constantemente, pedimos dados adicionais para que as estruturas sejam muito bem acompanhadas. Além disso, tem participado dessas ações o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, esperamos que com isso tenhamos condições de acompanhar adequadamente e as empresas tem 24 horas para poder nos responder”, afirmou Zema.

Mudanças em Capitólio

Após a tragédia que causou 10 mortes no último sábado (8) – com a queda de uma rocha sob uma lancha no Lago de Furnas, em Capitólio – o governador de Minas Gerais afirmou que mudanças devem ser implementadas para evitar novos acidentes.

“A estrutura provavelmente venha a ter algumas regras que não existiam no passado. Provavelmente daqui em diante vai haver um estudo geológico na região do cânion, para quando certa chuva ocorrer, em determinado limite, a visitação seja suspensa por questão de segurança”, disse o governador.

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