Cidade de SP pode desobrigar uso de máscaras antes de 11 de dezembro, diz Nunes

Segundo prefeito da capital paulista, decisão depende de um estudo da Secretaria de Saúde paulistana, que será divulgado dia 5 dezembro

Isabela Filardida CNN*

Em São Paulo

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A capital paulista pode desobrigar o uso de máscaras antes do dia 11 de dezembro, afirmou nesta quarta-feira (24), em entrevista à CNN, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Segundo o prefeito, a decisão será tomada a partir de um novo estudo da Secretaria de Saúde paulistana sobre a situação da pandemia na capital paulista, que será divulgado dia 5 de dezembro.

“Todas as ações da Prefeitura de São Paulo são baseadas nos estudos da Saúde. Dia 5 eles entregam para mim, eu comunico a vocês, e pode ser que a gente libere antes”, disse Nunes à CNN.

Nesta quarta-feira, o governo de São Paulo anunciou que vai desobrigar o uso de máscaras de proteção em espaço aberto a partir de 11 de dezembro.

Os municípios do estado escolhem se vão seguir ou não a decisão do governo. Isso porque as medidas de combate à pandemia seguem vigentes e exigem que sejam cumpridas sempre as orientações mais restritivas quando há desacordo entre prefeituras e governo estadual.

Portanto, as prefeituras que não desobrigarem o uso da máscara em espaço aberto terão sua determinação como a oficial, mesmo que o estado tenha determinado o contrário.

Imunização na cidade

À CNN, Ricardo Nunes também comemorou a imunização da população paulistana. De acordo com a prefeitura, São Paulo chegou a 100% do público adulto vacinado com as duas doses.

O prefeito também falou sobre a exigência de vacinação para a entrada de estrangeiros no país, e disse que a Anvisa já deu uma nota favorável à decisão, e que acredita que terá o apoio do Ministério da Saúde para esse controle.

Questionado sobre o Carnaval, Nunes evitou dizer se a festa será ou não realizada no próximo ano na capital paulista.

“A prefeitura de São Paulo defende que falar agora sobre esse assunto é prematuro”, afirmou. Segundo Nunes, não seria coerente dizer que a festa vai ou não acontecer, já que a situação sanitária pode mudar.

(*Com informações de Tainá Falcão e Bruna Macedo, da CNN)

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