Guarapuava: Criminosos fugiram antes de chegar ao cofre principal, diz prefeito

Cerca de 200 policiais buscam responsáveis; oito veículos utilizados na ação já foram apreendidos

Layane SerranoRenata Souzada CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN, o prefeito da cidade de Guarapuava, no interior do Paraná, Celso Fernando Góes, afirmou que a quadrilha que tentou assaltar uma transportadora de valores na noite de domingo (17) não teve tempo de chegar ao cofre principal da empresa.

“Fomos atacados por um verdadeiro terrorismo, por mais de 30 “marginais” que apavoraram totalmente a nossa cidade, mas que tiveram a sua ação frustrada”, afirmou.

Segundo o prefeito, cerca de 200 policiais militares atuam na operação para encontrar os responsáveis, que teriam se deslocado pela zona rural da cidade. Até o momento, oito veículos “altamente equipados” foram apreendidos pelas autoridades.

“Eles foram focados em uma empresa de valores, que tem a central em Guarapuava. Então o número de valores deveria ser muito significativo, por ser um final de Páscoa – foram procurar exatamente isso”.

Os criminosos atacaram também um batalhão da Polícia Militar, na tentativa de dificultar a ação das autoridades. No entanto, segundo o prefeito, “as equipes já estavam na rua, não estavam presas ao quartel”.

Da equipe que estava no local, dois policiais foram baleados: um deles na perna e o outro na cabeça. Um civil também foi atingido.

“Guarapuava é um município muito extenso, muito grande, tem quase 5 mil quilômetros de estradas rurais, e eles se embrenharam nesse tipo de logística”, explicou o prefeito.

Neste momento, a área urbana da cidade já retomou a normalidade, com comércios e escolas funcionando, afirmou Góes. Segundo ele, a recomendação para a população que vive em áreas rurais é denunciar quaisquer atividades atípicas, discando 190.

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