“Já estamos nos preparando para ‘boom’ de casos após Réveillon”, diz Dalcomo

Festas privadas no Rio lotam e preocupam a pesquisadora da Fiocruz diante do aumento da Ômicron no país

Réveillon em Copacabana no ano de 2016
Réveillon em Copacabana no ano de 2016 Dhani Accioly Borges/Riotur

Beatriz PuenteThayana Araújoda CNN

Rio de Janeiro

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Festas privadas lotadas no Rio de Janeiro já dão o tom de preocupação a especialistas por causa do aumento de casos confirmados e suspeitos de Ômicron no país. Até o momento, 395 foram infectadas no Brasil com a nova cepa.

Na capital e em Búzios, cidade turística da Região dos Lagos, eventos reuniram centenas de pessoas aglomeradas diante palcos montados com DJ e muita música. Sobre os eventos espalhados no Brasil, e em especial, no Rio de Janeiro, a pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcomo resumiu como preocupante.

“Já estamos nos preparando para o “boom” de casos após o Réveillon. Temos expectativa de ter muitos casos uma semana depois. A Ômicron se mostrou, até agora, menos letal, mas com uma transmissão mais rápida”, enfatizou Dalcomo.

O comprovante de vacinação completo foi exigido em grande parte dos eventos. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) informou que todas as festas públicas fechadas são orientadas a pedir o passaporte de vacinação para os participantes. Se o evento for em área coberta, o uso de máscara é obrigatório. Em locais abertos, a proteção é de uso opcional.

Búzios contou com diversos eventos. Um deles reuniu centenas de jovens na noite desta quinta (30) e houve registro de confusão entre frequentadores. A Polícia Civil confirmou um ferido. A vítima foi socorrida e levada para o hospital.

Para a noite da virada, além da queima de fogos nas praias cariocas e shows de pirotecnia realizados pela prefeitura, outras festas estão previstas e anunciadas com apresentação de blocos famosos de Carnaval, DJs de música eletrônica e apresentação de artistas famosos.

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