MP vê recusa à vacina como motivo para justa causa e mais de 9 de fevereiro

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Da CNN, em São Paulo

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A orientação do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre profissionais que recusarem a vacinação contra Covid-19 sem justificativa, a discussão sobre a autonomia do Banco Central (BC) e o aumento da produção de imunizantes da Pfizer estão entre os destaques do 5 Fatos Tarde desta terça-feira, 9 de fevereiro de 2021.

Recusar vacina pode dar justa causa

Os trabalhadores que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19 sem apresentar razões médicas documentadas poderão ser demitidos por justa causa. É o que diz o Ministério Público do Trabalho (MPT). A orientação do órgão é para que as empresas invistam em conscientização e negociem com seus funcionários, mas o entendimento do MPT é de que a recusa injustificada à imunização não poderá colocar em risco a saúde dos outros colaboradores.

Vacina da Pfizer

A farmacêutica Pfizer disse à CNN que elevou a produção para dobrar a oferta de vacinas contra a Covid-19. A porta-voz da farmacêutica afirma que o tempo de produção para cada lote seja reduzido de 110 para 60 dias. Um lote tem de 1 milhão a 3 milhões de doses. A  empresa já pediu à Anvisa o registro definitivo da vacina no Brasil. A agência tem um prazo de pouco mais de 50 dias para analisar a documentação.

Profissionais de enfermagem

O número de profissionais de enfermagem mortos por Covid-19 aumentou mais de 400% em janeiro deste ano. Os dados são do Conselho Federal de Enfermagem. No primeiro mês deste ano, 47 profissionais morreram por causa do coronavírus. Em dezembro de 2020, foram 9 mortos. Os números mais alarmantes estão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas.

RJ sem Carnaval

O cancelamento do Carnaval no Rio de Janeiro acabou derrubando o setor do turismo. A ocupação de hotéis é de 41%, metade do que foi registrado no mesmo período do ano passado. Essa também é a primeira vez que a Sapucaí ficará completamente vazia em 37 anos. Em épocas normais, a movimentação no sambódromo, em cinco dias de evento, chega a 5 milhões de pessoas.

Autonomia do BC

Depois de mais de 30 anos de discussões no Congresso, a autonomia do Banco Central deve receber o aval final dos parlamentares nesta terça-feira. Com a aprovação, a principal mudança é em relação aos mandatos do presidente e dos diretores do Banco Central. A proposta determina que essas autoridades fiquem em seus cargos por quatro anos não coincidentes com o mandato do presidente da República. Pela regra, os mandatos devem começar sempre no primeiro dia útil do terceiro ano de cada governo. Hoje, sem um prazo definido, o líder do Executivo pode nomear ou retirar o presidente do BC quando bem entender.

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