COP30: Ervas de Belém traduzem a ancestralidade da Amazônia

Tradicional mercado paraense preserva conhecimento de gerações através de erveiras, que comercializam produtos naturais e mantêm viva a cultura ancestral da região

Da CNN Brasil
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O Ver-o-Peso, tradicional mercado de Belém do Pará, abriga cerca de 2 mil barracas, entre as quais se destaca um setor especial: o das erveiras, reconhecidas como patrimônio cultural imaterial da cidade. Com 80 barracas dedicadas ao comércio de ervas, raízes e banhos, este espaço preserva saberes ancestrais transmitidos através de gerações.

Beth Cheirosinha, uma das comerciantes mais conhecidas do local, representa a quinta geração de uma família dedicada ao conhecimento das ervas medicinais. "Trabalho com as ervas medicinais há mais de 50 anos. Esta atividade era da minha avó, e passou o conhecimento para a minha mãe, que passou pra mim, e eu já estou passando para filhas e netos", relata.

 

Produtos e Tradição

As ervas comercializadas no Ver-o-Peso são provenientes de diversas localidades do interior do Pará, como Abaetetuba e Boa Vista. Embora todas as barracas comercializem produtos similares, cada erveira mantém suas próprias fórmulas e preparos específicos, garantindo a singularidade de seus produtos.

Entre os diversos itens comercializados, destacam-se as misturas com nomes peculiares, que refletem a influência da cultura indígena na nomenclatura das ervas. Os produtos incluem preparações para diferentes finalidades, desde atrativos aromáticos até misturas voltadas para prosperidade e bem-estar.

A ancestralidade amazônica se manifesta não apenas nos produtos, mas também no conhecimento tradicional preservado pelas erveiras. Este saber, passado de geração em geração, representa um importante aspecto da cultura paraense e demonstra a riqueza do patrimônio imaterial da região.

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