Retorno obrigatório às aulas presenciais em SP começa nesta segunda-feira (18)

Alunos da rede pública e privada devem ir presencialmente às escolas; apenas estudantes com justificativa médica podem seguir com estudos remotos

João de Marida CNN

Em São Paulo

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O retorno obrigatório às aulas presenciais nas escolas da rede pública e privada no estado de São Paulo começa nesta segunda-feira (18). Segundo o governo paulista, apenas estudantes que apresentarem justificativa médica poderão seguir com os estudos remotos (veja abaixo).

No início de agosto, o governo estadual liberou o retorno às aulas presenciais com 100% da ocupação, mas respeitando os protocolos sanitários. Apesar da autorização, a ida para a sala de aula era facultativa.

A volta às salas de aulas a partir desta segunda-feira (18) devem seguir os protocolos sanitários e, inicialmente, o distanciamento de 1 metro entre alunos nas salas de aula também estará em vigor, conforme determinado em agosto.

No entanto, a partir do dia 3 de novembro, as unidades da rede pública estadual estarão desobrigadas a seguir o distanciamento de 1 metro entre as carteiras.

Já para escolas da rede municipal que contam com um conselho de educação, a regra de distanciamento será determinada após a análise dos educadores.

Em agosto, algumas unidades adotaram o revezamento de grupos de alunos que iam às aulas por não ter estrutura adequada para seguir a norma.

O número de escolas estaduais aptas para receber os alunos presencialmente seguindo os protocolos exigidos no momento é de 24%, segundo dados confirmou a Secretaria da Educação de São Paulo à CNN.

Ou seja, são 1.231 escolas dentre 5.130 da rede pública estadual que podem voltar cumprindo todas as exigências.

O secretário de Educação, Rossieli Soares, defende o retorno presencial. Segundo ele, 97% dos profissionais de educação estão com esquema completo de vacinação contra a Covid-19 na rede estadual — entre os adolescentes de 12 a 17 anos, 90% já tomaram a primeira dose da vacina.

Exceções para retorno presencial

O governo do estado estabeleceu exceções à obrigatoriedade do ensino presencial. Ficam desobrigados de ir presencialmente até as escolas e podem seguir com o ensino remoto:

  • Jovens pertencentes ao grupo de risco, com mais de 12 anos, que não tenham completado seu ciclo vacinal contra Covid-19;
  • Jovens gestantes e puérperas;
  • Crianças menores de 12 anos pertencentes ao grupo de risco para Covid-19 para as quais não há vacina contra a doença aprovada no país;
  • Jovens com mais de 12 anos com comorbidades e que não tenham completado o ciclo vacinal contra Covid-19;
  • Estudantes com condição de saúde de maior fragilidade à Covid-19, mesmo com o ciclo vacinal completo, comprovada com prescrição médica para permanecer em atividades remotas.

Protocolos sanitários para a volta ao ensino presencial em SP

  • Pessoas sintomáticas não devem ir à escola
  • Uso correto e obrigatório da máscara
  • Aferição de temperatura – pessoas acima de 37,5ºC não devem permanecer na escola
  • Caso confirmado ou suspeito: notificar UBS local, registrar caso no SIMED e monitorar
  • Manter sala isola e arejada na escola
  • Higienização frequente das mãos
volta às aulas campinas
Aluno de volta à sala de aula em escola particular de Campinas (SP) / ESTADÃO CONTEÚDO

“Quanto mais demorar, pior será”, diz secretário

Em posicionamento concedido à CNN, a secretaria da Educação afirma que, apesar das limitações das escolas, na prática, se mantém o sistema híbrido e de rodízio que estava sendo adotado até agora em algumas escolas.

A diferença é que agora, no dia determinado para ir, o aluno não pode optar por não ir e manter o ensino remoto. Ele tem que ir, com exceção dos alunos com atestado de comorbidade, informou a pasta.

Seguirá assim até novembro, quando não será mais necessário o distanciamento. Então, todas as escolas poderão receber todos os alunos, argumentou a secretaria.

Segundo o secretário Rossieli, a frequência dos alunos da rede estadual tem ficado entre 65% e 70% — um número que pode ser maior na rede municipal.

“A frequência tem girado entre 65 a 70% dos alunos. Me referindo aqui às redes estaduais, na rede municipal, esse número é geralmente maior. Quanto mais tempo demorarmos para voltar, mais vai prejudicar os alunos”, disse.

“Obviamente, temos desafio de alunos se evadindo. Não está indo presencial nem entregando atividades. Quanto mais demorar, pior será para esta geração inteira”.

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