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    SP: Capital registra sensação de calor de mais de 40ºC nesta quarta-feira (15), diz CGE

    Média da temperatura máxima foi de 36ºC; com umidade do ar elevada, sensação térmica subiu

    Chafariz no Vale do Anhangabaú é usado para aliviar calor: sensação térmica passou dos 40ºC na capital paulista
    Chafariz no Vale do Anhangabaú é usado para aliviar calor: sensação térmica passou dos 40ºC na capital paulista RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Leonardo Rodriguesda CNN

    São Paulo

    A sensação térmica chegou a 40,6ºC na cidade de São Paulo nesta quarta-feira (15), segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura. A marca foi registrada em Parelheiros, na zona sul paulistana.

    A média da temperatura máxima na capital paulista foi de 36ºC. Com um nível elevado de umidade relativa do ar, a sensação térmica subiu. Na segunda-feira (13), a capital registrou sua maior máxima do ano, com 37,8ºC.

    Desde o início da semana, São Paulo é um dos 2.707 municípios que atravessa uma onda de calor de grande perigo, conforme alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A capital está em seu segundo dia de alerta máximo para altas temperaturas.

    A predominância do ar quente na cidade deve manter os termômetros no alto pelos próximos dias, segundo o CGE. No entanto, a tendência de baixa na umidade do ar pode fazer com que a sensação térmica diminua.

    O que é sensação térmica?

    A meteorologia desenvolveu uma fórmula que permite estimar um sentimento aparentemente subjetivo.

    Nas situações como a atual, em que a percepção de calor supera a temperatura real, o índice leva em conta a temperatura e o nível de umidade relativa do ar. O ponto de encontro entre as duas medidas é a sensação térmica.

    É por isso que, em cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, essa sensação costuma bater recordes. “Em dias quentes, a umidade dessas regiões eleva a sensação além da temperatura real”, explica Maria Clara Sassaki, porta-voz da Climatempo.

    Segundo o Alerta Rio, quando a umidade relativa é elevada, a taxa de vaporização do suor produzido pelo corpo é reduzida, fazendo com que ele mantenha mais calor do que aconteceria com o ar seco mais seco, por exemplo, elevando a percepção do calor.

    Por outro lado, o “tempo seco” aproxima as temperaturas reais da sensação térmica. “Geralmente, onde há temperaturas elevadas, também há um baixo nível de umidade. Isso faz com que a sensação não se eleve tanto”, diz o meteorologista Francisco de Assis.

    Veja também: Onda de calor pode ter alívio, mas volta a piorar na quinta (16), diz meteorologista