Rota que matou policial esteve envolvido em morte no mesmo local há um mês
Marcus Augusto Costa Mendes foi afastado após a morte do policial civil Rafael Moura da Silva

O policial da Rota, Marcus Augusto Costa Mendes, autor dos disparos que mataram o policial civil Rafael Moura da Silva, de 38 anos, tem um histórico recente de envolvimento em ocorrência semelhante. Um mês antes, Marcus teve participação em outro homicídio, ocorrido a apenas 550 metros do local onde Rafael foi atingido.
De acordo com boletim de ocorrência obtido pela CNN, Marcus e outro policial, Robson Santos Barreto - também presente na morte de Rafael, realizavam patrulhamento quando decidiram averiguar um ponto de tráfico no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Segundo a narrativa, quatro suspeitos fugiram, mas um deles entrou em uma residência próxima.
PM da Rota que matou policial civil durante diligência é afastado
Os policiais afirmam que, ao tentar se esconder, o indivíduo estava com uma arma em mãos, o que motivou os disparos. O homem foi baleado, socorrido ao Hospital do Campo Limpo, mas não resistiu aos ferimentos. O caso aconteceu na Rua Lisse, no Capão Redondo.
Veja mapa com a distância entre os locais:

Morte do policial Civil
O policial civil Rafael Moura da Silva, de 38 anos, morreu na tarde desta quarta-feira (16), no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina de Universidade de São Paulo (FMUSP).
O agente estava desde a última sexta-feira (11) em estado grave após ser baleado por policiais militares no Capão Redondo, na zona Sul da capital Paulista. A informação foi confirmada à CNN por amigos e familiares.
Uma equipe do Cerco (Corpo de Repressão Especial ao Crime Organizado) estava em diligência em um ponto de tráfico de drogas no Capão Redondo, na noite de sexta-feira (11), quando encontraram a viatura da Rota vindo no sentido oposto. Durante a diligência, a equipe acenou aos policiais da Rota, mas foram atingidos pelos disparos.
Irmã de policial morto pela Rota: "foi por ser preto e usar moletom e boné”
Rafael Moura da Silva foi alvejado por três disparos e uma das balas ficou alojada em seu abdômen. O policial tem 11 anos de carreira no Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital) e estava em serviço com os colegas na Favela do Fogaréu.
O velório do investigador deve acontecer na manhã desta quinta-feira (17) na Academia de Polícia de São Paulo (Acadepol) às 8h. Já o sepultamento irá ocorrer às 16h, no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra, na Grande SP.
Além dele, outro Polícia Civil, Marcos Santos de Sousa, foi atingido de raspão na cintura e foi atendido no Hospital Campo Limpo, mas foi liberado após atendimento.


