Tragédia histórica e déficit de obras causaram estrago em Petrópolis, diz Castro

Segundo a Defesa Civil, pelo menos 78 pessoas morreram na cidade da Região Serrana do Rio de Janeiro

Douglas Portoda CNN

em São Paulo

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou, nesta quarta-feira (16), que a junção da maior tempestade desde 1932, quando começaram a ser contabilizadas, com um déficit de obras, causaram o estrago na cidade de Petrópolis.

“O que a gente tem que entender é que há uma dívida histórica desde outras tragédias que tiveram. Foi sim um caráter excepcional duro. Foi a maior chuva desde 1932. Unir uma tragédia histórica com um déficit que realmente existe causou esse estrago todo. Que sirva de lição para que dessa vez a gente haja diferente”, declarou Castro.

Segundo a Defesa Civil local, pelo menos 94 pessoas morreram. Em seis horas na terça-feira (15) foram contabilizados 260 milímetros de chuva, provocando 269 deslizamentos e 325 ocorrências, com cerca de 35 a 50 casas atingidas, deixando 374 habitantes desabrigadas ou desalojadas.

Os conceitos de desabrigado e desalojado são diferentes. Desabrigado é aquele que perdeu a casa e está em um abrigo público. O desalojado teve de deixar sua casa –não necessariamente a perdeu– e não está em abrigos, mas sim na casa de um parente, amigo ou conhecido, por exemplo.

De acordo com previsão do Climatempo, os temporais ainda devem atingir a Região Serrana nos próximos dias. A expectativa é de que chova com intensidade entre a metade da quinta-feira (17) e a tarde da sexta-feira (18). Os especialistas afirmam que o volume de chuvas deve ser menor que o observado ontem.

 

 

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