Comitê de Enfrentamento à Pandemia pede distanciamento social e uso de máscaras

Ministro da Saúde demonstrou preocupação com o feriado da Páscoa e pediu que as pessoas evitem se aglomerar, usem máscara e mantenham distanciamento

Rachel Vargas, da CNN, em Brasília
31 de março de 2021 às 21:59 | Atualizado 31 de março de 2021 às 22:07

O Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia de Covid-19, que se reuniu nesta quarta-feira (31), recomendou distanciamento social e uso de máscaras para conter a disseminação da doença no país.

O encontro ocorreu no mesmo dia em que o Brasil registrou recorde de mortes por causa da Covid-19: 3.869 nas últimas 24 horas. O país já soma 321.515 pessoas que perderam a vida para a doença e 12.748.747 infectados pelo vírus desde o início da pandemia, sendo 90.638 novas contaminações registradas apenas nas últimas 24 horas. 

Após a reunião do comitê, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, demonstrou preocupação com o feriado da Páscoa, e pediu que as pessoas evitem se aglomerar, usem máscara e mantenham distanciamento.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pediu alinhamento no discurso do governo nas ações contra a Covid-19, e afirmou que o encontro serviu também para discutir formas de ampliar a participação da iniciativa privada na compra de vacinas. 

Presidente da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, após a primeira reunião do comitê contra a pandemia
Foto: Reprodução/CNN Brasil (31.mar.2021)

 

Presidente criticou lockdown

Apesar da proposta de alinhamento de discurso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar nesta quarta-feira as medidas restritivas adotadas por governadores, e pediu a revisão das políticas de lockdown e distanciamento. 

"O apelo que a gente faz é que a política de lockdown seja revista. Isso cabe na ponta da linha a governadores e prefeitos, só assim poderemos voltar à normalidade. Medidas restritivas, com toque de recolher, supressão com direito de ir e vir, algumas medidas e decretos têm superado e muito o que seria um estado de sítio no Brasil", disse o presidente.

O presidente defendeu ainda que as pessoas possam trabalhar. "Eu temo por problemas sociais gravíssimos no Brasil. O Auxílio Emergencial é um alento. É pouco, reconheço, mas é o que a nação pode dispensar à população. Só temos um caminho: deixar o povo trabalhar", alegou o presidente.