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    CPI agora pode causar um grande estrago eleitoral, diz analista de risco político

    Oposição protocolou nesta terça-feira (28) requerimento para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai apurar supostas irregularidades no MEC

    Anna Gabriela Costada CNN

    em São Paulo

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    As articulações políticas para iniciar uma CPI que investigaria o Ministério da Educação (MEC) após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro podem causar danos eleitorais a pouco mais de três meses para a eleição, segundo avalia o analista de risco político Creomar de Souza.

    Em entrevista à CNN nesta terça-feira (28), o especialista avalia que, neste momento, a principal variável a todos os políticos na Esplanada é a eleição, e que o governo poderia necessitar de uma “tropa de choque” para defendê-lo caso uma CPI seja aberta.

    “É importante ter em mente que, para um governo, em que as intenções de votos estão bastante amarradas a um núcleo eleitoral de base e a rejeição ao governo e ao presidente são altas, uma CPI tem, caso não tenha uma tropa de choque para defendê-lo, o potencial de criar muito estrago eleitoralmente”, diz Souza.

    “Nesse exato momento, o presidente do Senado [Rodrigo Pacheco] não demonstra a ideia de que ele queira transformar a Casa em um palco de disputas eleitorais. A gente sabe o quanto esse tipo de evento serve também aos interesses eleitorais dos envolvidos, não o que está sendo desgastado, no caso o presidente da República”, diz o analista.

    CPI do MEC

    A oposição entregou nesta terça-feira (28) um pedido para abertura de uma CPI no Senado para investigar a gestão de Milton Ribeiro no Ministério da Educação (MEC) e distribuição de recursos através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

    requerimento, protocolado por Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e apresentado junto das deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Luiza Erundina (PSOL-SP), tem 31 assinaturas.

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