Defesa de Torres diz que ele fez reunião para acabar com acampamentos
Ao pedir absolvição, o advogado Eumar Novacki diz que o ex-ministro da Justiça fez uma transição pacífica de governo
O advogado de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Eumar Novacki, disse nesta terça-feira (2) que seu cliente convocou uma reunião para desmobilizar acampamentos em Brasília após as eleições de 2022.
Segundo ele, essa atitude não é compatível com "quem está tramando um golpe de Estado".
A defesa alega que Torres não participou de movimentos antidemocráticos e fez uma transição pacífica na época, "passando todas as informações e tudo que estava ao seu alcance para a equipe que assumia".
Novacki afirmou que a delação do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, não implica acusações contra o ex-ministro.
Ao pedir absolvição de Torres, a defesa disse que ele demonstrou boa-fé ao disponibilizar documentos e colaborar com investigações. "Anderson Torres entregou as senhas do seu telefone, senhas do seu e-mail, para demonstrar boa-fé".
Quem são os réus do núcleo 1?
Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, o núcleo crucial do plano de golpe conta com outros sete réus:
- Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
- Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
- Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e
- Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.


