Thiago Anastácio: Representante do Brasil deveria fomentar o diálogo

No quadro Liberdade de Opinião desta terça-feira (1º), Thiago Anastácio opina sobre a declaração de Bolsonaro de que "não tem o que conversar" com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky

Fernanda Pinotti, da CNN, Em São Paulo
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No quadro Liberdade de Opinião desta terça-feira (1º), Thiago Anastácio comenta as declarações dadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em entrevista à Jovem Pan News na segunda-feira (28). Bolsonaro reafirmou que nunca prestou solidariedade a nenhum dos lados no conflito entre Ucrânia e Rússia e disse que "não tem o que conversar" com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Anastácio cita as críticas desferidas a Zelensky por sua carreira como comediante e diz que "é muito melhor um comediante agindo como um estadista, do que um pretenso estadista agindo como uma piada, que é o que acontece no Brasil."

Na avaliação do comentarista, a invasão trouxe efeitos indesejados para o presidente Vladimir Putin, pois teve o efeito de aproximar a Ucrânia da União Europeia e da Otan, além de ter deixado a economia russa em frangalhos por conta das sanções impostas.

Anastácio considera infeliz a declaração de Bolsonaro sobre Zelensky. "O presidente mente que conversou com Vladimir Putin e, em seguida, diz que não tem o que conversar com Zelensky."

Para ele, o representante maior do Brasil deveria ser um fomentador do diálogo, principalmente em um país com histórico diplomático como o nosso.

Suíça adota sanções

A tradicionalmente neutra Suíça adotará sanções da União Europeia contra russos envolvidos na invasão da Ucrânia por Moscou e congelará seus bens, disse o governo nesta segunda-feira, em um forte desvio das tradições do país.

O presidente suíço, Ignazio Cassis, comentou a decisão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. “É uma ação sem paralelo da Suíça, que sempre se manteve neutra antes.”

Investigação em Haia

O Tribunal Penal Internacional, em Haia, decidiu abrir investigação, na segunda-feira (28), sobre a situação da Ucrânia “o mais rápido possível”. O procurador, Karim Khan, disse estar “convencido de que há uma base razoável para acreditar que tanto os supostos crimes de guerra quanto os crimes contra a humanidade foram cometidos na Ucrânia”.

Nem a Rússia nem a Ucrânia fazem parte do Tribunal de Haia, mas a Ucrânia exerce suas prerrogativas para que o Tribunal investigue crimes de guerra e crimes contra a humanidade feitos por Moscou desde o final de 2013.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Thiago Anastácio e Boris Casoy. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.