Brasil chega a 7 milhões de casos de Covid-19 em dia de aumento recorde

Ministério da Saúde registrou 70.574 casos em 24h, maior número diário desde início da pandemia

Anna Satie e Vital Neto, da CNN, em São Paulo
16 de dezembro de 2020 às 19:35 | Atualizado 16 de dezembro de 2020 às 20:35

 

O Brasil ultrapassou a marca de sete milhões de casos de Covid-19 nesta quarta-feira (16), com o maior aumento diário desde o início da pandemia.

Foram registradas 70.574 novas infecções nas últimas 24 horas —o recorde anterior era de 29 de julho, quando 69.074 diagnósticos entraram na contagem. 

Com o aumento, o país chegou a 7.040.608 casos — o terceiro maior total global, atrás somente dos Estados Unidos e da Índia.

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O número pode ser ainda maior, já que o estado de São Paulo, o que tem a maior incidência do vírus no país, não atualizou os dados nesta quarta. Em nota, o governo do estado disse que foi impossibilitado de fazer o processamento dos dados "devido a novas falhas no sistema Sivep do Ministério da Saúde".  

A média de casos e mortes vem em curva ascendente desde o início de novembro. Nos últimos sete dias, ficou em 44.594 episódios e 681 óbitos, números semelhantes aos de agosto. 

O Ministério da Saúde também comunicou 963 mortes. Ao todo, 183.762 brasileiros já perderam a vida pela doença causada pelo novo coronavírus.

Mais cedo, foi apresentada a versão oficial do Plano Nacional de Imunização, com início previsto para meados de fevereiro.

A pasta também anunciou que comprará a vacina do Butantan ainda nesta semana. 

Relembre a trajetória da pandemia no país

Desde que o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no Brasil, no dia 26 de fevereiro, a doença causada pelo novo coronavírus já infectou milhões de pessoas e causou a morte de mais de 180 mil brasileiros.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou que o estágio de transmissão da Covid-19 havia se tornado global e declarou o início da pandemia no dia 11 de março. 

Em 17 de março, o Brasil registrou a primeira morte pela doença. No entanto, no final de junho, o Ministério da Saúde revisou os dados epidemiológicos e informou que a primeira morte ocorreu no dia 12 de março, e que o óbito registrado cinco dias depois era, na verdade, o terceiro no país.

O país atingiu a marca de 1 milhão de casos no dia 19 de junho, após quatro meses do início da pandemia. Dois dias depois, o número de brasileiros mortos pela doença ultrapassou a marca de 50 mil

No dia 16 de julho, o número de casos chegou à marca de 2 milhões, menos de um mês após o primeiro milhão. Alguns dias depois, em 29 de julho, o país registrou o pior dia da pandemia, com 69.074 casos e 1.595 óbitos em apenas 24 horas.

A marca de 100 mil mortes foi superada no dia 8 de agosto, mesmo dia em que o país alcançou 3 milhões de infectados, após seis meses de pandemia. 

Os 4 milhões de casos foram atingidos em 3 de setembro, e 34 dias depois, em 5 de outubro, o Brasil superou os 5 milhões de infectados. E o dia 10 de outubro ficou marcado como a data em que o país chegou às 150 mil vidas perdidas.

Em 20 de novembro, o país alcançou a marca de 6 milhões de infectados, 268 dias após o primeiro caso registrado no país. No dia 3 de dezembro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o trâmite que permite a liberação emergencial de vacinas, quando solicitado pelos fabricantes.