Consumo de oxigênio mais que dobrou em relação ao pico da pandemia no AM em 2020


Iuri Corsini*, da CNN, no Rio de Janeiro
14 de janeiro de 2021 às 16:41 | Atualizado 14 de janeiro de 2021 às 16:56
Paciente com Covid-19 recebe atendimento médico em Manaus
Paciente com Covid-19 recebe atendimento médico em Manaus
Foto: Sandro Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo

No pico da pandemia do novo coronavírus no Amazonas em 2020, o consumo médio diário de oxigênio chegou a 30 mil metros cúbicos. Durante esta nova fase de crescimento de casos no estado, em 2021, o consumo médio já passa de 70 mil metros cúbicos.

A situação é caótica, visto que a capacidade do produtor local é de fornecer apenas 28 mil metros cúbicos por dia. Os números, confirmados por Arlindo Gonçalves, do Núcleo de Saúde da Defensoria Pública do Amazonas, mostram o tamanho do problema na região.

“Está havendo um crescimento abrupto da doença no Amazonas. Nunca tiveram tantas pessoas internadas ao mesmo tempo com Covid-19 aqui na região, tanto em leitos clínicos quanto em leitos de UTI”, afirmou Gonçalves.

Segundo o defensor, uma remessa de oxigênio em estado gasoso chegou ao Amazonas. Porém, isso não é o ideal, já que o oxigênio gasoso é consumido em poucas horas. 

O estado necessita, com urgência, do envio de oxigênio líquido, que precisa de cuidados específicos no transporte. Por exemplo, para ser transportado por avião, o oxigênio líquido teria que ser levado em um avião de carga despressurizado.

Uma reunião conjunta entre Defensoria Pública Estadual, Defensoria da União, Ministério Público Federal e Estadual, Ministério do Trabalho e Tribunal de Contas da União tentará resolver a situação de forma extrajudicial. 

No entanto, conforme antecipou Arlindo Gonçalves, caso não haja um consenso sobre o que fazer e não haja soluções viáveis propostas pelos órgãos federais e pelo Ministério da Saúde, a Defensoria do Amazonas não descarta entrar com ação na Justiça.

*Sob supervisão de Robson Santos