Abuso sexual pode causar trauma psicológico em vítimas e testemunhas; entenda

No quadro Correspondente Médico, Fernando Gomes falou sobre o caso de uma mulher assediada enquanto andava de bicicleta no Paraná e como isso pode impactar o psicológico da vítima

Da CNN*

Em São Paulo

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Na edição desta quinta-feira (30) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre os impactos emocionais em uma vítima de violência sexual.

O assunto veio à tona com o caso de Andressa Lustosa, a mulher que andava de bicicleta na cidade de Palmas, no interior do Paraná, quando o carona de um carro passou a mão no corpo dela. Andressa, então, perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Foi a própria vítima que compartilhou o vídeo nas redes sociais para denunciar o ocorrido.

A Polícia Civil do Paraná prendeu o homem em flagrante por importunação sexual e os outros três ocupantes do veículo foram identificados.

Segundo a psicanalista Valéria Amodio, a situação vivida por Andressa pode virar uma experiência traumática e afetá-la de diversas formas.

“Isso afeta até de forma imperceptível. E afeta tanto a pessoa que passou pela importunação quanto quem se identifica com a vítima, no caso, as mulheres — e, também, quem presenciou”, explica.

As sequelas podem ser diversas, é individual de cada um, mas pode ser retração, perda da liberdade, nesse caso, deixar de andar de bicicleta ou de sair sozinha, não querer aproximação física, ter vergonha, culpa, tristeza, ansiedade. São todas sequelas possíveis em casos como esse

Valéria Amodio, psicanalista

Fernando Gomes afirmou que, em situações de abuso como essa, a psicoterapia tem papel fundamental. “Isso pode gerar um trauma psicológico, podendo levar a um estresse pós-traumático, que requer diagnóstico preciso e, muitas vezes, tratamento psicoterápico e até mesmo medicamentoso”, disse.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, entre janeiro e agosto deste ano, foram registradas quase 34 mil ocorrências de lesão corporal dolosa (quando há intenção) contra mulheres no estado. O dado representa uma alta de quase 7% em comparação ao mesmo período do ano passado.

(*Com informações de Nicole Lacerda, da CNN, em São Paulo)

(Publicado por Daniel Fernandes)

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