Aeroportos devem ser foco para conter a variante da Índia, diz infectologista

Infectologista Julio Croda analisa que transmissão não é comunitária no Maranhão e que país deve colocar esforços na triagem de turistas de fora do país

Juliana Alves, da CNN em São Paulo

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Em entrevista à CNN, o médico infectologista, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Júlio Croda disse que o foco das barreiras sanitárias para conter a variante originária da Índia deve ser os aeroportos com voos internacionais. Ele defende que o ministério da Saúde não concentre todos os esforços apenas no Maranhão.

“Eu acredito que o foco deveria ser os aeroportos. Fazer a triagem de quem chega de fora, identificar os pacientes, isolar, manter dez dias de quarentena, principalmente entre os países que já reportaram essa variante. Não vale só para a Índia, mas o Reino Unido já tem um número de casos expressivo.”

Croda observa que o envio de 600 mil testes rápidos de antígeno de Covid-19 para o Maranhão, feito pelo ministro Marcelo Queiroga, é importante para a rápida detecção dos infectados. Porém, pondera que essa medida deveria ser rapidamente adaptada para a entrada de turistas estrangeiros. 

“Quando eu comento que a estratégia é inadequada é porque a gente nunca conseguiu, realmente, monitorar, isolar e testar os viajantes adequadamente. E a gente começa a fazer isso agora de maneira também inadequada concentrando nossos esforços no Maranhão, onde não existe transmissão comunitária, ao invés de concentrar nossos esforços em portos e aeroportos como fazem outros países.”

O pesquisador da Fiocruz ressalta como boa medida o isolamento obrigatório de dez dias ao chegar em solo brasileiro. “Como fazem outros países, que exigem um isolamento compulsório em hotéis — que são escolhidos pelo governo, mas pago pelo passageiro — para justamente fazer este monitoramento e testagem, se necessário”

 

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