Afastamento de pessoas por Covid-19 vai interromper serviços, diz coordenador de SP

Em entrevista à CNN, João Gabbardo explica que variante Ômicron não provocou aumento nas hospitalizações, mas impactará o funcionamento das unidades de saúde e transporte coletivo, por exemplo

Juliana AlvesLéo Lopesda CNN

em São Paulo

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Os números epidemiológicos apontam que, nos primeiros dias de janeiro, o estado de São Paulo viu um aumento significativo nos casos de Covid-19 provocados pela variante Ômicron – que se somaram ao surto de Influenza.

Nos últimos sete dias, a capital paulista registrou um aumento de 30% nas infecções pelo coronavírus, segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

O HCor, por exemplo, registrou, na última terça-feira (4), o maior número de atendimentos da história de seu pronto-socorro. No total, foram 388 pacientes atendidos, dos quais 252 apresentavam síndrome gripal.

Em entrevista à CNN, o coordenador executivo do Centro de Contingência Contra a Covid-19 de São Paulo, João Gabbardo, disse que esse aumento chama a atenção porque o número de internações não acompanhou o crescimento de casos.

“O número de pessoas que internam não é preocupante. O que preocupa é o número de pessoas que ficam contaminadas e precisam se afastar do trabalho”, disse.

Gabbardo explicou, por exemplo, que os hospitais já enfrentam problemas para montar suas escalas de plantão porque há uma perda de força de trabalho muito acelerada.

“Muitos serviços terão que ser interrompidos porque não teremos pessoas para desenvolver as atividades. Isso envolve transporte coletivo, aéreo, unidades de saúde”, afirmou o especialista.

João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência Contra a Covid-19 de SP. / CNN / Reprodução

O coordenador do Centro de Contingência explica que o número contido de hospitalizações se deve pelo fato da vacinação ter avançado na população brasileira.

“A gente diz que essa variante [Ômicron] tem transmissão alta, mas os casos são leves. São leves porque a população está vacinada. Se não estivesse vacinada nós teríamos um surto com internações, casos graves e óbitos elevadíssimos”, declarou.

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