Apenas 21% das crianças brasileiras serão imunizadas em janeiro

Segundo fontes do Ministério da Saúde, serão 4,3 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para crianças em janeiro, 7,2 milhões em fevereiro e 8,5 milhões em março

Raquel Landimda CNN

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Se for mantido o calendário atual de entregas de vacinas pela Pfizer, apenas 21% das crianças brasileiras entre 5 e 11 anos será imunizada contra a Covid-19 em janeiro. Isso equivale a todo o público de 11 anos e quase metade das crianças de 10 anos.

Segundo fontes do Ministério da Saúde, a Pfizer enviou a primeira previsão de chegada mensal de doses pediátricas até março.

Serão 4,3 milhões de doses em janeiro, 7,2 milhões em fevereiro e 8,5 milhões em março.

O governo conseguiu antecipar 600 mil em janeiro, elevando a entrega desse mês para 4,3 milhões de doses. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já afirmou que vai tentar antecipar todas as doses que forem possíveis.

O calendário de vacinação é definido por cada município a partir da previsão de entregas de doses que recebem do ministério da Saúde. As doses são distribuídas de forma proporcional à quantidade de crianças de cada Estado e cidade.

Com o volume de doses previsto neste momento, seria possível imunizar as seguintes faixas etárias por mês:

  • Janeiro: 11 anos (2,89 milhões de crianças) e metade do público de 10 anos (1,4 milhão de crianças)
  • Fevereiro: o restante do público de 10 anos (1,5 milhão), 9 anos (2,80 milhões) e 8 anos (2,93 milhão)
  • Março: 7 anos (3 milhões), 6 anos (2,94 milhões) e 5 anos (2,92 milhões)

O problema, apontam técnicos do ministério, é que as crianças que receberam a primeira dose em janeiro precisam receber a segunda dose em março – o intervalo é de 8 semanas.

Se não houver uma disponibilidade adicional de doses da Pfizer ainda no primeiro trimestre, seria necessário atrasar a segunda dose das crianças de 11 anos e 10 anos. Ou deixar a vacinação das crianças de 6 anos e 5 anos apenas para abril.

Por conta dessas dificuldades, secretários de saúde municipais e estaduais vêm defendendo a utilização da Coronavac nas crianças, já possuem doses do imunizante em estoque e essa vacina já vem sendo utilizada na China e em outros países da América Latina para a faixa etária de 3 a 19 anos.

Mas, conforme apurou a reportagem, os dados apresentados pelo Instituto Butantan e pela Sinovac ainda não são conclusivos sobre a eficácia do imunizante nessa faixa etária.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está aguardando novos números de um estudo feito no Chile para tomar uma decisão. Procurados, o Ministério da Saúde a Pfizer não comentaram.

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