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    Aplicação da Pfizer como 2ª dose em SP é emergencial, diz secretário da Saúde

    Pessoas que estiverem com a dose de AstraZeneca vencida entre os dias 1 e 15 de setembro poderão se vacinar com o imunizante da Pfizer a partir da próxima segunda-feira (13)

    João de MariProduzido por Elis FrancoProduzido por Juliana Alvesda CNN

    Em São Paulo

    O secretário de Saúde do estado de São Paulo Jean Gorinchteyn afirmou, nesta sexta-feira (10), que aplicação da vacina contra a Covid-19 da Pfizer como segunda dose para quem não conseguiu tomar a AstraZeneca é uma medida emergencial.

    Mais cedo, o governo paulista anunciou que pessoas que estiverem com a dose de AstraZeneca vencida entre os dias 1 e 15 de setembro poderão se vacinar com o imunizante da Pfizer. Em entrevista à CNN, Gorinchteyn confirmou que a imunização começará na próxima segunda-feira (13).

    “Isso é uma medida absolutamente emergencial, porque as pessoas têm que tomar as duas doses para estarem imunizadas. Aí chega na hora de tomar, o Ministério da Saúde não distribui”, disse.

    Segundo o secretário, o governo de São Paulo redimensionou todo o estoque de vacinas e que 400 mil doses do imunizante da Pfizer serão distribuídas no estado já neste fim de semana.

    “Nós temos a responsabilidade de vacinar nossa população. Com essa medida, redimensionamos todo estoque de vacinas e com isso temos 400 mil doses de vacinas que serão distribuídas nesse final de semana para serem aplicadas a partir de segunda-feira”, afirmou.

    “Responsabilidade do Ministério da Saúde”

    Gorinchteyn, porém, ressaltou que espera o que chamou de “responsabilidade do Ministério da Saúde” em enviar as doses da AstraZeneca.

    “É óbvio que esperamos a responsabilidade do Ministério da Saúde de fazer esse repositório para que a gente consiga continuar, até com a AstraZeneca, a vacinação em datas próximas”, alegou o secretário.

    Mais cedo, o governo paulista culpou a pasta do governo federal pela falta de imunizantes. O Ministério da Saúde, então, negou atraso no cronograma de entregas de vacinas contra a Covid-19 da AstraZeneca ao estado de São Paulo.

    A pasta chegou a dizer, em comunicado, que o estado de São Paulo teria utilizado como primeira dose vacinas destinadas à dose dois.

    Durante entrevista à CNN, o secretário negou que isso ocorreu. Ele explicou que a agilidade na vacinação no estado de São Paulo aconteceu devido à vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantã.

    “Isso não aconteceu. Isso [a rapidez na vacinação] se deveu ao fato de São Paulo ter adquirido através da Secretaria Estadual da Saúde 4 milhões de doses de Coronavac. Foi isso que deu a celeridade no processo vacinal e não antecipação de doses de imunizantes”, concluiu.