Carnaval não é nossa preocupação no momento, diz secretário da Saúde de SP

Jean Gorinchteyn explica que a discussão sobre a festa deve comportar apenas a realização de eventos que possam ter controle de pessoas

Douglas PortoLudmila Candalda CNN*

em São Paulo

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O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou, nesta terça-feira (4), em entrevista à CNN, que a discussão sobre o Carnaval não é a preocupação atual do governo paulista.

Entretanto, segundo Gorinchteyn, a pauta deverá comportar apenas a realização de eventos que possam ter o controle de pessoas, descartando os blocos de rua.

“Isso é um tema que vamos discutir lá para frente. Sempre temos novidades em relação à Covid-19, sempre há uma cepa nova circulando, em setembro tivemos a Delta, em dezembro a Ômicron. Nós temos tempo para discutir. As aglomerações de rua, esses eventos que fazem com que as pessoas se aglomerem sem máscara, com ‘bebibidinha’ na mão, beijando um ao outro, não podem acontecer”, declarou Gorinchteyn.

“Se nós tivermos que discutir alguma coisa, vai ser para eventos seguros e controlados. Com acesso a partir de testagem e cobrança de vacinação, e dessa forma nós avaliaremos. Isso não está fora do radar, mas no momento não é nossa preocupação”, continuou.

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A opinião de Gorinchteyn vai ao encontro do Governo do Rio de Janeiro, que estuda barrar os blocos de rua e autorizar apenas os desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí com protocolos, segundo apuração da âncora da CNN Daniela Lima.

A Prefeitura do Rio de Janeiro se reúne nesta terça-feira com representantes da Associação Independente dos Bloco da cidade (Sebastiana) para discutir o tema.

Segundo o prefeito Eduardo Paes (PSD), os desfiles das escolas de samba e os bailes de Carnaval podem ser realizados com a cobrança do passaporte da vacinação e/ou de testes RT-PCR para detecção do coronavírus.

Na Bahia, o governador Rui Costa (PT), declarou, em entrevista à CNN, em 23 de dezembro, que “seria irresponsável realizar o evento”. Segundo o chefe do Executivo baiano, haverá uma reunião com os prefeitos do estado para debater quais medidas podem ser tomadas para que o evento ocorra de forma reduzida.

(*Com informações de Lucas Janone, da CNN)

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