CEO da Pfizer diz que ainda não tomou a vacina de sua empresa contra Covid-19

Albert Bourla diz à CNN que questão é tratada por comitê de ética da empresa, mas que existem regras de alocação para 'não furar a fila' de imunização

Enfermeira segura frasco com vacina Pfizer/BioNTech contra Covid-19 na Universidade de Coventry, no Reino Unido
Enfermeira segura frasco com vacina Pfizer/BioNTech contra Covid-19 na Universidade de Coventry, no Reino Unido Foto: Jacob King/Pool via Reuters (8.dez.2020)

Jacqueline Howard, da CNN

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O CEO da Pfizer, Albert Bourla, ainda não tomou a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela sua empresa, de acordo com uma declaração ao correspondente médico-chefe da CNN, Dr. Sanjay Gupta, nesta segunda-feira (14).

“Não, ainda não tomei e temos [uma discussão em] um comitê de ética para lidar com a questão de quem receberá [o imunizante]”, disse Bourla em sua primeira entrevista desde que a vacina de sua empresa contra o novo coronavírus foi autorizada pela FDA (Administração de Drogas e Comida, na sigla em inglês), o equivalente à Anvisa nos Estados Unidos, para uso emergencial .

Bourla concordou com a recomendação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) de que as primeiras doses da vacina devem ir para profissionais de saúde e residentes de instituições de cuidados.

“Existem regras de alocação muito rígidas”, disse ele. “Somos muito sensíveis para não cortar a fila.”

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O CEO disse que haverá cerca de 1,3 bilhão de doses da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 fabricada globalmente no próximo ano.

“Este ano teremos cerca de 50 milhões de doses disponíveis, a maioria já fabricada”, disse Bourla a Gupta nesta segunda-feira.

“No próximo ano, faremos 1,3 bilhão de doses”, disse o Bourla. “Estamos trabalhando com muito empenho para aumentar esse número.”

(Texto traduzido; leia o original em inglês)

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