Gabbardo: Blocos de rua representam problema para Carnaval de SP

À CNN, o coordenador do comitê científico de SP afirmou os blocos têm 'cenário quase impossível de controlar', mas ainda é cedo para decisões

Rafaela LaraDuda Cambraiada CNN

em São Paulo

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Com as festividades de Réveillon canceladas em 24 das 27 capitais brasileiras – incluindo São Paulo – a próxima grande festa prevista é o Carnaval. À CNN, o coordenador executivo do comitê científico de São Paulo, João Gabbardo, afirmou que ainda é cedo para uma decisão acerca das festas previstas para o final de fevereiro, mas que os blocos de rua representam um problema.

“Sobre essa questão do Carnaval, o comitê acha que ainda é cedo e, por isso, estamos resistentes em ter alguma manifestação”, disse.

Citando a aglomeração causada pelos blocos, Gabbardo afirmou que este cenário torna-se “impossível de controlar”. “O problema são os blocos de rua. Não temos como saber se [as pessoas] estão vacinadas ou não, é uma aglomeração imensa, um cenário quase impossível de controlar”.

A decisão pelo cancelamento do Réveillon no estado foi tomada na última quinta-feira (2) diante da chegada da variante Ômicron. No Brasil, a variante soma seis casos – três deles em São Paulo. Para Gabbardo, o Carnaval com desfiles de escolas de samba se torna mais controlado.

 

“Nos desfiles de escolas de samba, o ambiente é relativamente controlado, podemos exigir vacinação para quem quiser assistir o Carnaval. A gente pode manter máscara. Só vacinados desfilarem e com PCR negativo”, disse.

Ele analisa que o Carnaval no sambódromo do Anhembi pode ser controlado “da mesma forma que controlamos os estádios”.

Com relação às aglomerações de fim de ano, mesmo sem a realização do Réveillon da capital Paulista, Gabbardo diz que “pedir para pessoas não saírem de casa nesse momento é inócuo”, mas aconselhou o uso de máscara e evitar aglomerações “ao máximo”.

Redução de intervalo entre doses em SP

São Paulo adotou a redução do intervalo para dose de reforço de cinco para quatro meses na última semana. Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha recomendado a reavaliação da medida adotada, Gabbardo diz que “certamente o próprio Ministério da Saúde vai ter que tomar essa decisão logo adiante”.

Segundo ele, estudos corroboram a redução adotada pelo estado e questões logísticas também foram consideradas na decisão.

Citando a entrevista do governador do Pará, Jader Barbalho, à CNN – que relatou que 450 mil doses podem ser descartadas por falta de procuração por vacinação no estado –, Gabbardo relatou que São Paulo “tem quantidade de vacinas elevada que, se não utilizadas, serão desprezadas”. Segundo o coordenador executivo do comitê científico, há doses da vacina contra a Covid-19 suficiente para todos.

“Fizemos esse cálculo e essa redução vai exatamente beneficiar as pessoas antecipando a dose e com a garantia que não haverá falta de vacina, não adianta antecipar e não ter dose disponível. Todas pessoas terão a dose garantida.”

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