Manaus testa 2,7 mil pessoas para primeiro evento-teste de grande porte

Eventos-teste têm como objetivo avaliar o potencial de transmissão do novo coronavírus em ambientes controlados

Diagnóstico do novo coronavírus
Diagnóstico do novo coronavírus Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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A cidade de Manaus, no Amazonas, realizou na sexta-feira (24), o primeiro evento-teste de grande porte durante a pandemia de Covid-19. Os eventos-teste têm como objetivo avaliar o potencial de transmissão do novo coronavírus em ambientes controlados, como a participação de pessoas vacinadas e que apresentaram teste de diagnóstico negativo, por exemplo.

Para o show do cantor Tierry, realizado na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, o governo do Amazonas realizou a testagem de 2.785 pessoas, sendo 2.445 do público e 340 membros da equipe de apoio técnico. A iniciativa contou com a participação de especialistas da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas e da secretaria de Saúde do estado.

Segundo o governo do Amazonas, foram identificados apenas dois casos positivos de Covid-19 entre o público. As pessoas foram orientadas a voltar para casa e permanecer em isolamento por um período de dez dias. O teste é uma das exigências para o acesso ao evento, que também conta com a obrigatoriedade de apresentação do comprovante de vacinação. Ao menos 200 pessoas tiveram o acesso negado ao evento por falta da vacinação.

O evento também contou com o reforço de profissionais da saúde para a fiscalização do cumprimento dos protocolos sanitários. Após o evento, todos os participantes serão monitorados pelo período de 14 dias.

De acordo com o governo do Amazonas, a iniciativa é um dos primeiros passos para a retomada das atividades culturais no estado e deve servir de base para estudos dos órgãos de controle em saúde sobre a realização de grandes eventos.

Situação crítica no início do ano

O estado do Amazonas enfrentou uma das situações mais críticas da pandemia de Covid-19 no Brasil. No início de 2021, Manaus vivenciou um colapso do sistema de saúde devido à falta de oxigênio para os pacientes internados com a doença.

Em dezembro de 2020, houve um aumento progressivo no número de casos, provocando a lotação dos hospitais no mês seguinte. Especialistas estimam que o aumento na incidência já era um reflexo do avanço da variante Gama (P.1), identificada em janeiro, com origem em Manaus.

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