MPF ouve funcionária acusada de aplicar vacina vencida e de adulto em crianças na Paraíba

Uso indevido das vacinas ocorreu em dezembro e em janeiro, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no município de Lucena, na Paraíba

Vacinas da Pfizer contra a Covid-19 para adultos (frasco roxo) e para crianças (frasco laranja)
Vacinas da Pfizer contra a Covid-19 para adultos (frasco roxo) e para crianças (frasco laranja) Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Basília Rodriguesda CNN

em Brasília

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O Ministério Público Federal da Paraíba vai ouvir nesta semana a técnica de enfermagem acusada de aplicar vacinas vencidas de adultos em cerca de 40 crianças no município de Lucena, na Paraíba. O uso indevido das vacinas ocorreu em dezembro e em janeiro, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade, antes da chegada das doses infantis corretas ao Brasil.

À CNN, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiro, informou, neste sábado (15), que crianças entre 4 e 9 anos receberam a vacina para adultos. Elas apresentaram eventos adversos leves como febre e dor no local da aplicação. Mas passam bem, de acordo com o secretário.

A funcionária foi afastada até que as investigações esclareçam se ela se equivocou ou agiu intencionalmente.

De acordo com o secretário, “a técnica em enfermagem errou porque aplicou a vacina em um período extemporâneo. Foi em dezembro e a vacinação de crianças com as doses certas só começou mesmo neste sábado. Além disso, as vacinas que ela usou estavam vencidas. A funcionária foi afastada porque adotou essa conduta por conta própria”, afirmou à CNN.

Como as vacinas ficavam acondicionadas na temperatura correta, de acordo com o governo local, a funcionária pode ter se confundido com a contagem do início da data de vencimento. O Ministério Público notificou a técnica em enfermagem, a coordenadora municipal de Vigilância Sanitária e o secretário municipal de Saúde.

Em nota, a prefeitura de Lucena confirmou o erro e disse que “uma auxiliar aplicou indevidamente e sem autorização vacinas” e que “está pondo à disposição das famílias acompanhamento médico e monitorando as crianças”.

A CNN tentou contato com o prefeito da cidade, Léo Bandeira, e ainda não obteve retorno. A reportagem também não conseguiu falar com a funcionária.

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