Nova vacina contra a Covid será necessária, só não se sabe quando, diz CEO da BioNTech

Ugur Sahin também disse acreditar que haverá sazonalidade na necessidade de tomar a vacina, assim como já acontece contra o vírus da gripe

Presidente-executivo e cofundador da BioNTech, Ugur Sahin, durante encontro com a imprensa em Marburgo, Alemanha
Presidente-executivo e cofundador da BioNTech, Ugur Sahin, durante encontro com a imprensa em Marburgo, Alemanha Fabian Bimmer/Reuters (17.09.2020)

Reuters*

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Ugur Sahin, CEO da BioNTech – empresa parceira da Pfizer no desenvolvimento de uma das vacinas contra a Covid-19 –, afirmou nesta sexta-feira (3) que já se espera a elaboração de um novo imunizante contra a doença, mas ainda não se sabe quando isso será necessário.

Sahin declarou ainda, em entrevista concedida durante conferência da Reuters, que também cresce a cada dia a probabilidade das pessoas precisarem se vacinar anualmente contra a Covid-19, semelhante ao que ocorre com a vacina contra a gripe.

Sobre a vacina desenvolvida pela BioNTech em parceria com a Pfizer, o CEO declarou que a companhia poderia adaptar “rapidamente” as doses em razão do surgimento da variante Ômicron do coronavírus.

No dia 26 de novembro, a BioNTech se pronunciou dizendo que esperava saber mais sobre a eficácia da vacina contra a nova variante Ômicron em 14 dias, e que uma nova versão da vacina poderia ser entregue em até 100 dias.

Na mesma conferência que o CEO da BioNTech, a cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, disse que a Ômicron é, de fato, muito transmissível, mas que as pessoas não devem entrar em pânico com isso.

“Até que ponto devemos ficar preocupados? Precisamos estar preparados e cautelosos, não entrar em pânico, porque estamos em uma situação diferente de um ano atrás”, disse Swaminathan.

A OMS pediu aos países que aumentem a capacidade de seus sistemas de saúde e vacinem suas populações para combater o aumento de casos de Covid-19 causados ​​pela variante Ômicron, dizendo que as restrições às viagens podem ganhar tempo, mas não são a resposta por si só.

“A Delta é responsável por 99% das infecções ao redor do mundo. Esta variante teria que ser mais transmissível para competir e se tornar dominante em todo o mundo. É possível, mas não há como prever”, disse Swaminathan.

Até a manhã desta sexta-feira (3), 36 países tinham reportado casos da nova variante desde 24 de novembro, quando a África do Sul indicou a presença dos primeiros casos relatados à OMS.

Até o fim da tarde de 3 de dezembro, o Ministério da Saúde havia confirmado cinco casos da variante no Brasil.

*Com informações da Agência CNN

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