Ômicron será predominante no Brasil até janeiro, afirma professor da USP

À CNN, Jorge Kalil comentou que a taxa de mortalidade da variante deverá ser baixa

Cleber Souzada CNN

em São Paulo

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O professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Kalil, em entrevista à CNN na noite desta quinta-feira (30), disse que a variante Ômicron do novo coronavírus ainda irá se proliferar no país.

Ele frisou que “existe uma progressão muito rápida dessa doença”. “A Ômicron será predominante, sim, no Brasil. Creio que quase o total dos casos de Covid-19 até janeiro”, completou.

Sobre a capacidade de contaminação da variante e a sua mortalidade, Kalil afirmou esperar um aumento de casos e hospitalizações, mas que a Ômicron seja menos fatal que outras variantes como a Delta e a Gama.

Uma análise sobre 640 amostras positivas para o SARS-CoV-2, coletadas entre 1º e 25 de dezembro em 16 estados brasileiros, aponta 31,7% de infecções pela variante Ômicron.

O  levantamento foi feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular e divulgado nesta semana.

Esse percentual em relação às amostras positivas segue crescendo dia a dia. Na última semana, ultrapassou a taxa de 40% das infecções causadas pela variante, chegando a cerca de 70% no dia 25, no Natal.

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