Passaporte da vacina é um avanço para brasileiros e turistas, diz infectologista
Infectologista David Uip, membro do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, afirmou que não seria adequado o "turismo antivacina" no Brasil
O médico infectologista David Uip, membro do Centro de Contingência do novo coronavírus em São Paulo, afirmou à CNN nesta quinta-feira (2) que o passaporte da vacina é um "avanço importante" para dar segurança a brasileiros e turistas estrangeiros.
"Acho passaporte importante sim, eu acho adequado. O passaporte da vacina é um avanço que dá segurança para quem vem [de fora do país] e para nós [brasileiros]", afirmou.
Segundo ele, não seria adequado o Brasil virar um local de "turismo antivacina". Ele ressaltou que defende o passaporte da vacina, e não o fechamento das fronteiras.
"Acho importante [o passaporte da vacina], visto que é exigido em muitos países, tanto nos Estados Unidos quanto em países da Europa. Não é adequado [o país] virar um local de turismo antivacina. Já temos problemas suficientes no Brasil", avaliou.
À CNN, o também reitor do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) elogiou o programa de vacinação contra a Covid-19 no país e o Sistema Único de Saúde (SUS).
"Felizmente o Brasil está com um programa de vacinas adequado e dinâmico. O Brasil tem um sistema único de saúde extremamente competente. Basta ter a vacina que nós teremos imunização. O povo brasileiro foi muito receptivo, o povo quer tomar a vacina. Os ingredientes são importes: SUS e brasileiros comprometidos a vacinação".
Nesta quinta-feira (2), os Estados Unidos anunciaram que vão exigir teste negativo de Covid-19 para entrada no país como medida de combate à nova cepa. Até a última segunda-feira (29), ao menos 41 países implementaram restrições a voos devido à variante Ômicron.
Variante Ômicron no Brasil
Ao ser questionado sobre a variante Ômicron, que já contabiliza ao menos cinco casos confirmados no país, Uip disse que ainda é cedo para cravar se a nova cepa é tem mais transmissibilidade do que outras, como a Delta, por exemplo.
Ele ressaltou, no entanto, que é preciso obter três informações para se preparar: "temos que saber se o vírus é mais transmissível, mais letal e se as vacinas disponíveis têm competência para proteger da Ômicron", disse.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou à CNN nesta quinta-feira (2) que há dois casos positivos para a variante Ômicron no estado.
Com a confirmação, os dois casos positivos de Ômicron no DF se somam aos três casos da variante que foram confirmados no estado de São Paulo nesta semana.
Na última terça-feira (30), o ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse o passaporte da vacina é um dos critérios usados para tentar impedir a disseminação da variante Ômicron no Brasil, mas que seu potencial é limitado.
O Ministério da Saúde está considerando um “pacote de critérios” para tomar medidas contra a nova variante, afirmou Queiroga. “Sobretudo reforçar a questão das testagens”, destacou. “Vamos verificar o que a OMS tem decidido para tomar uma decisão que traga mais segurança ainda para a população brasileira”, completou.


