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    Quase metade dos brasileiros que fizeram check-up nos últimos meses têm estresse, diz pesquisa

    Estresse crônico pode ser prejudicial à saúde

    Danúbia BragaNathalia BarbosaLucas Rochada CNN

    em São Paulo

    Diante de uma situação de estresse, o organismo humano libera uma série de substâncias, como a adrenalina e o cortisol, que vão permitir uma resposta mais ágil do corpo como mecanismo de defesa. Embora seja uma reação natural do corpo, o estresse quando se torna crônico pode ser prejudicial à saúde.

    Uma pesquisa aponta que 48,59% dos brasileiros que realizaram exames nos últimos seis meses apresentaram níveis de estresse alterado e 34,26% estão hipertensos.

    Dados coletados nos primeiros cinco meses do ano mostraram que dos 14.767 check-ups realizados, 7.176 mostraram alteração, segundo levantamento da StarCheck (da Healthtech Starbem), ferramenta de inteligência artificial capaz de aferir diversos sinais vitais.

    “O cortisol tem efeito imunossupressor. A pessoa estressada cronicamente está mais suscetível a gripes, resfriados, herpes, por causa da redução dos glóbulos brancos. Em situação crônica, o cortisol vai debilitando o nosso sistema imunológico e começa a impregnar uma região do cérebro chamada hipocampo, que é o centro da memória recente”, afirma o médico endocrinologista Filippo Pedrinola.

    A mudança de rotina durante a pandemia de Covid-19 e os hábitos desenvolvidos neste período podem ter relação com a alta dos índices. O estudo, que analisou dados de janeiro a maio de 2022, também mostrou que os mais afetados são os homens, índice de 50% nos últimos três meses.

    Em relação à hipertensão, o estudo aponta que a ausência do tratamento adequado aumenta o risco do desenvolvimento de outras doenças cardíacas, de insuficiência renal ou acidente vascular cerebral (AVC) em idade precoce.

    Um estudo das Nações Unidas (ONU) revelou que a pandemia aumentou em 25% os casos de depressão e ansiedade no mundo. O levantamento também aponta alta no estresse causado pelo isolamento social decorrente da pandemia.

    Solidão, medo de se infectar, sofrimento e morte de entes queridos, luto e preocupações financeiras também foram citados como fatores de estresse que levam à ansiedade e à depressão.

    Em busca do equilíbrio

    Brigas de trânsito, conflitos de condomínio, estresse no ambiente de trabalho. No dia a dia, diversas situações colocam em xeque a capacidade de gerenciar as próprias emoções.

    O médico neurocirurgião e professor livre-docente do Hospital das Clínicas de São Paulo, Fernando Gomes, afirma que, dependendo da situação, qualquer pessoa pode apresentar um quadro de descompensação e consequente perda de controle.

    No entanto, é possível buscar o equilíbrio emocional a partir de medidas que envolvem o bem-estar e a qualidade de vida.

    “A gente precisa criar rotina e ter alguns mecanismos que fazem com que a gente consiga reequilibrar as emoções. Respeitar momentos de descanso, o sono é algo que, se acaba sendo comprometido, pode levar o indivíduo a ter uma inabilidade emocional. Práticas como atividade esportiva e até mesmo meditação são situações que fazem com que a gente consiga gerenciar e entender as nossas emoções”, orienta.