Vacina da Pfizer é aplicada como 2ª dose em SP por falta de AstraZeneca

Medida vale para quem está com esquema vacinal atrasado

Manuela Nicleviczda CNN

em São Paulo

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A cidade de São Paulo começou a aplicar a vacina da Pfizer no lugar da segunda dose da AstraZeneca, que está em falta nos postos de saúde. A intercambialidade será adotada em quem está com o esquema vacinal em atraso, justamente pela falta da AstraZeneca. Só na capital paulista são cerca de 340 mil pessoas estão nesta situação.

A prefeitura de São Paulo tem um sistema de “filômetro” online para a campanha contra a Covid-19, onde é possível ver a disponibilidade de vacinas para a segunda dose.

Encontrar a AstraZeneca se tornou praticamente impossível na última semana. Diante disso, seguindo a orientação do Comitê Científico, o governo de São Paulo determinou como medida emergencial que o plano estadual de imunizações aplique a Pfizer em quem deveria receber a segunda dose da AstraZeneca na primeira quinzena de setembro.

De acordo com o Comitê Científico, a segurança e a eficácia dessa combinação já foram comprovadas em
estudos internacionais. Para os especialistas, essa é uma saída aceitável diante da falta de doses da AstraZeneca.

“Temos alguns estudos sobre essa combinação, que demonstram a aparente redução de eventos adversos e até uma melhor resposta, mas são estudos pequenos”, disse o infectologista Marcelo Otsuka. Ele explica que o ideal seria completar a imunização com o mesmo fabricante, porém, diante desta situação, o mais indicado é disponibilizar a Pfizer.

“Se nós não temos, alguns estudos mostram sim que nós podemos fazer essa associação”. O infectologista acredita que a combinação de imunizantes fará parte da rotina no futuro, mas as pesquisas sobre o tema ainda têm que avançar.

Após um remanejamento de estoque, 400 mil doses da Pfizer foram distribuídas para todo o estado de São Paulo com este objetivo. Deste total, 175 mil ficaram na capital. Para completar a segunda aplicação em todo mundo que está com a dose atrasada, ainda serão necessárias novas vacinas da Pfizer ou da própria AstraZeneca.

De acordo com o governado do estado, o Ministério da Saúde ainda está devendo doses de AstraZeneca referentes à segunda aplicação a São Paulo. No entanto, o Ministério disse que não deve doses da AstraZeneca e que São Paulo utilizou como primeira dose vacinas destinadas à segunda.

A pasta informou ainda que, alterações nas diretrizes do Plano Nacional de Imunizações acarretam a falta de doses para completar o esquema vacinal da população brasileira.

 

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