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    “Vacinar crianças se torna cada vez mais urgente”, diz infectologista Renato Kfouri

    Com avanço da variante Ômicron, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) ressaltou que "quanto maior a base de vacinados, melhor"

    Layane SerranoRafaela Larada CNN

    em São Paulo

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    O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, disse em entrevista à CNN nesta quarta-feira (22) que imunizar as crianças contra a Covid-19 “se torna cada vez mais urgente” diante do avanço da variante Ômicron do coronavírus.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fará uma reunião com entidades médicas para tratar do uso da vacina Coronavac em crianças.

    Na última semana, a agência autorizou a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos. No caso da Coronavac, a Anvisa negou em agosto um pedido para uso em pessoas de 3 a 17 anos.

    “O Butantan apresentou os dados da vacina Coronavac, acrescentou ao pleito feito em agosto e a Anvisa entendeu que o conjunto de dados sobre resposta imune e dados de segurança de monitoramento e eficácia são insuficientes. Alguns estudos ainda estão em andamento e sendo concluídos e apresentados ao Butantan, a Anvisa fará nova avaliação e certamente será pela aprovação”, disse Kfouri à CNN.

    Segundo o infectologista, “quanto maior a base de vacinados, melhor.”

    “Base de população vacinada grande, cobertura vacinal elevada, [dose de] reforço para quem perder a proteção – é esse tripé que costuma ser o grande sucesso dos programas de vacinação”, disse.

    Para Kfouri, a Coronavac sendo aprovada para uso em crianças será mais uma opção importante. A vacina da Pfizer já está autorizada para uso nessa população. O Ministério da Saúde, no entanto, realizará uma consulta pública para vacinação de crianças.

    “Esperamos que em breve possamos licenciar [a Coronavac para crianças]. O rigor que tivemos para o licenciamento dessas vacinas para idosos e grávidas é o mesmo que está sendo adotado agora para as crianças”.

    “Quero tranquilizar os pais, uma vez disponibilizada a vacina, é uma necessidade [vacinar as crianças]”, completou.

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