Pesquisadores criam mapa global de espécies de abelhas para evitar extinção


Kelsie Smith, da CNN
20 de novembro de 2020 às 09:33 | Atualizado 20 de novembro de 2020 às 18:36
Há mais de 20 mil espécies de abelhas em todo o mundo
Há mais de 20 mil espécies de abelhas em todo o mundo
Foto: Zestin Soh

Há mais de 20 mil espécies de abelhas em todo o mundo, e elas estão morrendo em razão das mudanças climáticas, envenenamento por pesticidas e redução do espaço verde.

Pesquisadores dos Estados Unidos deram um importante primeiro passo para tentar conservar esses insetos ao criar o primeiro mapa moderno global de espécies de abelhas, segundo um estudo publicado nessa quinta-feira (19) no jornal científico Current Biology.

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Até agora, informações precisas sobre o número de espécies de abelhas e padrões pelo planeta eram limitadas, principalmente em países em desenvolvimento onde registros acessíveis ao público são escassos.

As descobertas da equipe estabelecem um importante patamar e melhores práticas para estudos futuros sobre abelhas e outros invertebrados pouco estudados, informa a pesquisa.

Pesquisadores criaram o primeiro mapa moderno global de espécies de abelhas
Pesquisadores criaram o primeiro mapa moderno global de espécies de abelhas
Foto: Current Biology

“Queríamos criar o primeiro mapa moderno de riqueza de espécies de abelhas porque precisamos saber onde elas vivem para poder conservá-las”, disse Michael Orr, primeiro autor do estudo, à CNN

“Este é um importante primeiro passo para isso e, no futuro, poderemos começar a trabalhar mais para conter as ameaças às abelhas, como destruição do habitat e mudanças climáticas, e para incorporar melhor os serviços de polinização nas análises do ecossistema.”

Combinação de dados

Para desenvolver os mapas, os pesquisadores combinaram dados de mais de 5,8 milhões de registros públicos de ocorrência de abelhas com uma lista de distribuição de mais de 20 mil espécies divulgada no site de biodiversidade Discover Life.

A análise resultou em uma descrição mais clara dos números e padrões de espécies de abelhas distribuídas em diferentes áreas geográficas. Ela revelou também que há maiores concentrações de diversidade desses insetos no Hemisfério Norte do que no Hemisfério Sul, e mais em regiões secas e temperadas do que úmidas, tropicais e de florestas.

“Surpreendentemente, apesar da grande importância das abelhas como agentes polinizadores, até agora não havia nenhuma fonte abrangente de informação sobre onde as diferentes espécies de abelhas do mundo são encontradas”, afirmou Rachael Winfree, professora de Ecologia, Evolução e Recursos Naturais na Universidade Rutgers, em New Jersey.

Para Michael Orr, “as mudanças climáticas representam uma grande ameaça a muitas espécies”, mas “será irrelevante se não protegermos os habitats que as espécies precisam e estão sendo destruídos agora”.

(Texto traduzido. Leia o original em inglês.)

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