Confira 6 cidades perto de São Paulo para escapadas no 7 de setembro

Cidades do interior esbanjam festivais, rotas gastronômicas e passeios históricos ideais de serem curtidos em uma escapada ou até bate e volta no Dia da Independência

Mirella Cordeiro e Saulo Tafarelo, do Viagem & Gastronomia
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Com o feriado da Independência do Brasil batendo à porta, vários brasileiros começam a planejar uma escapada da rotina. Neste ano, o dia 7 de setembro cairá em uma segunda-feira, garantindo pelo menos três dias de descanso. Para aqueles que não pretendem fazer uma viagem longa, cidades no interior de São Paulo oferecem boas opções de passeios, podendo ser encaixadas em um pernoite e também em um bate e volta.

De festivais gastronômicos a edifícios históricos, os municípios contam com uma variedade de atividades para toda a família, desde programações para provar vinhos e cervejas até conhecer parques e museus.

Em Holambra, por exemplo, a Expoflora vai até 27 de setembro com exposições de flores e apresentações culturais. Já Cunha recebe o 6º Festival de Queijo no fim de semana do feriado, com mais de 40 produtores da cidade e de outras regiões.

A expectativa é que o feriado movimente R$ 1,9 bilhão no turismo do estado, segundo dados da Fhoresp (Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo). Desse total, cerca de R$ 1,63 bilhão deverá ser de bares, restaurantes, padarias, pubs, cafeterias e lanchonetes. Já o segmento de hospedagem, como hotéis e pousadas, deverá responder por R$ 261 milhões.

Confira cidades em SP para uma escapada durante o feriado de 7 de setembro:

1. Cunha

A cerca de 230 km de São Paulo, Cunha é uma boa pedida para quem quer trocar a capital pelo clima de montanha durante o feriado de 7 de setembro. A viagem de carro leva cerca de três horas, e a cidade reúne pousadas charmosas que valem o pernoite, assim como restaurantes e atrações espalhadas entre o centro e a estrada que leva a Paraty. Por isso, estar de carro facilita bastante o passeio. O município fica entre as serras do Mar e da Bocaina, com altitude média de cerca de 1.100 metros.

Para quem gosta de natureza e trilhas, Cunha tem acesso ao Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha, que preserva trechos de Mata Atlântica e oferece diferentes caminhos, incluindo as trilhas do Rio Paraibuna, Rio Bonito e das Cachoeiras. A Cachoeira do Pimenta também está entre os atrativos naturais da região. Outro destaque é o mirante da Pedra da Macela, a 1.840 metros de altitude, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Cunha também é conhecida pela produção de cerâmica de alta temperatura. Hoje, a cidade reúne dezenas de ateliês onde é possível conhecer e comprar peças produzidas localmente. Entre os nomes mais famosos está o Suenaga & Jardineiro.

Um dos pontos que mais atrai visitantes é o Lavandário, plantação de lavanda no alto de uma montanha. O espaço também fabrica produtos relacionados ao universo de ervas aromáticas e oferece visitas guiadas de cerca de 45 minutos. O passeio acontece às sextas e sábados e custa R$ 30 por pessoa. Outra experiência que combina natureza e gastronomia é O Olival, um sítio com plantação de oliveiras às margens da estrada Cunha–Paraty, com experiências voltadas ao mundo do azeite.

Por falar em comida, uma dica é visitar o 6º Festival de Queijo de Cunha, que acontece entre 5 e 7 de setembro. Neste ano, a edição contará com mais de 40 produtores da cidade e de outras regiões. Além dos queijos, a feira reúne vinhos, mel, azeites, cervejas artesanais, charcutaria e outros produtos. Confira a programação no site.

2. Jundiaí

A cerca de 60 km da capital paulista, Jundiaí é uma das cidades do Circuito das Frutas, contando ainda com a Rota do Vinho e fazendo parte das Rotas da Cerveja do estado. Os amantes de vinho podem fazer um passeio bate e volta para conhecer vinícolas da região, como a Adega Maziero, a Adega e Restaurante Beraldo di Cale e a Vinícola Castanho. Os empreendimentos fazem parte de uma rota que conta com 20 adegas, que abrangem dezenas de variedades de bebidas, dos frisantes aos tintos.

Já o público que prefere cerveja pode apostar na Giffa, que é referência na produção autoral, e na Pharmaó Cerveja Artesanal, nanocervejaria em formato brewpub, ambas listadas nas Rotas da Cerveja de São Paulo.

Outros passeios incluem o Museu Histórico e Cultural de Jundiaí - Solar do Barão, que foi a residência do Barão de Jundiaí, com visita gratuita; e o Teatro Polytheama, que atrai visitantes de outras cidades pela arquitetura histórica e pelo calendário de apresentações. Para pais e filhos, uma dica é o Parque da Cidade, com natureza abundante, circuito de caminhada e de bicicletas, além de sede para caiaque na represa. Ali fica o Mundo das Crianças, enorme área lúdica voltada aos baixinhos, além de áreas recém-inauguradas que envolvem praia de areia em lago, mirante e queda d’água artificial.

Jundiaí também guarda um pedaço importantíssimo da história ferroviária paulista. Tombado pelo Iphan, o antigo Complexo Fepasa, hoje chamado Espaço Expressa, abriga o Museu dos Ferroviários, com exposição dedicada à história das ferrovias e de Jundiaí. Inclusive, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) oferece aos fins de semana o Expresso Turístico para Jundiaí, que sai da Estação da Luz, em São Paulo, em uma viagem de trem histórico, com passagens a partir de R$ 50.

3. Holambra

Holambra, a 130 km de São Paulo, na região metropolitana de Campinas, é conhecida por ser a Capital Nacional das Flores. A cidade de influência holandesa está cotada para receber o prêmio Melhores Vilas Turísticas de 2026, promovido pela ONU Turismo.

O feriado de 7 de setembro coincide com a Expoflora, a maior festa das flores da América Latina. O evento é uma boa oportunidade para quem deseja conhecer a cidade, já que conta com moinho para fotos, Exposição de Arranjos Florais, Parada das Flores e Chuva de Pétalas. Ainda é possível conferir danças folclóricas holandesas e comidas típicas. Os ingressos para a festa custam R$ 125,80 (inteira).

Se sobrar tempo, ainda vale conhecer o Moinho dos Povos Unidos, construído na tradição holandesa, com entrada a R$ 20 (inteira); o Parque Van Gogh, que conta com flores, lago e lojinhas para os turistas; o Deck do Amor, onde são colocados cadeados que simbolizam o amor dos casais; e a Rua dos Guarda-Chuvas, um dos cartões-postais, no centro.

4. São Luiz do Paraitinga 

A cerca de 170 km de São Paulo, São Luiz do Paraitinga fica no alto da Serra do Mar, entre Taubaté e Ubatuba, e parece ter saído de uma novela de época. Fundada em 1769, a cidade preserva mais de 400 construções em estilo colonial, conjunto reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Iphan. Até agências bancárias mantêm fachadas que ajudam a preservar a atmosfera do passado.

Com apenas 10 mil habitantes, a cidade tem o centrinho histórico como principal ponto de encontro. A praça principal, cercada por bares e restaurantes, concentra boa parte do movimento local e é um bom lugar para provar o afogado, prato tradicional da região feito com carne bovina cozida lentamente em um caldo encorpado e servido com arroz e farinha.

O passeio pelo centro pode ser feito inteiramente a pé. Depois de ser atingida por uma enchente devastadora em 2010, a área histórica passou por um longo processo de recuperação e hoje reúne sobrados do século XIX, muitos deles ainda usados como residências. Entre as paradas estão a Igreja Matriz e o Museu São Luiz do Paraitinga – Casa Oswaldo Cruz, instalado na casa onde o sanitarista passou parte da infância. O espaço apresenta exposições sobre o folclore, as festas populares e a religiosidade locais, com entrada gratuita e funcionamento de quinta a segunda.

Outra parada interessante é a Capela de Nossa Senhora das Mercês, considerada a igreja mais antiga da cidade. No Largo das Mercês, onde fica a capela, vale a parada no Lara Cozinha, restaurante que trabalha com ingredientes de produtores locais e resgata receitas e sabores do Vale do Paraíba.

Para completar o roteiro, vale parar na casa do geógrafo Aziz Ab'Sáber e dar uma volta pelo Mercado Municipal. Já o Mirante da Torre exige carro: o acesso é feito por uma estrada íngreme, mas a subida recompensa com uma vista panorâmica da cidade.

A gastronomia regional também pode entrar no roteiro. Para quem gosta de queijos, a Lano-Alto faz parte das Rotas de Queijos de São Paulo e produz iogurtes, queijos frescos e maturados, ricotas, requeijões de prato e doce de leite. A visita deve ser combinada previamente com a propriedade.

Para quem quiser incluir natureza na escapada, a Cachoeira Grande, no município vizinho de Lagoinha, fica a cerca de 30 minutos de carro. A queda-d'água impressiona pela altura e o local conta com restaurante para almoço, sendo recomendável fazer reserva e comprar os ingressos antecipadamente.

5. Bragança Paulista

A pouco mais de 80 km de São Paulo, Bragança Paulista fica na Serra da Mantiqueira. O município é conhecido como "Cidade Poesia", graças às colinas, igrejas, praças, jardins e ao Lago do Taboão, um dos principais pontos turísticos da cidade, com parque ao redor, pista de caminhada e pedalinhos.

Por ter origem na produção e exportação de café, Bragança Paulista ainda tem importância histórica com casarios e prédios antigos, além do Museu Municipal Oswaldo Russomano, que apresenta peças da época dos barões do café. O espaço tem entrada gratuita.

A fama da cidade também se deve à gastronomia, carregando o título de "Capital Nacional da Linguiça Artesanal" por conta da tradição na produção de linguiça. Quem quiser saber mais sobre essa característica, pode visitar o 14º Festival de Linguiça de Bragança Paulista, que acontecerá nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. De entrada gratuita, o evento contará com baião de dois, estrogonofe de linguiça, paella caipira, nhoque de batata com ragu de linguiça e shawarma de linguiça. Confira a programação no site.

6. São Roque

São Roque, a aproximadamente 60 km da capital, é um dos destinos mais famosos de enoturismo do estado. Localizado na região metropolitana de Sorocaba, o município faz parte das rotas do vinho de São Paulo. O principal atrativo da cidade é o Roteiro do Vinho, que reúne mais de 30 estabelecimentos em torno da bebida, como adegas, vinícolas, restaurantes e pousadas.

A Estrada do Vinho inclui locais como a Vinícola Goés, a Vinícola Canguera e a Quinta do Olivardo, onde é possível comprar vinhos, realizar degustações e passar uma tarde agradável. Outros atrativos na estrada incluem a cervejaria artesanal Hockenheim e o museu de carros Dream Car, que reúne mais de 185 veículos.

Se quiser variar o roteiro, São Roque também guarda outros atrativos. No centro, vale visitar a Igreja Matriz de São Roque, dedicada ao padroeiro do município, que chama a atenção pelas linhas modernas, pinturas no teto e vitrais em estilo mosaico. A cidade ainda atrai quem gosta de compras: a cidade abriga o Catarina Fashion Outlet, na Rodovia Castello Branco, com fácil acesso para São Paulo. Considerado o maior outlet da América do Sul, reúne mais de 300 marcas, além de restaurantes e opções de lazer.

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