Conheça Cabo Canaveral, na costa espacial dos Estados Unidos

Berço da corrida espacial americana, Cabo Canaveral segue como a base espacial mais ativa do mundo, guardando relíquias em museus e nas cidades dos arredores

David G. Allan, da CNN
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Complexo de visitantes do Centro Espacial Kennedy  • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource
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Cabo Canaveral não é um mero passeio histórico empoeirado, apesar do status consagrado que a área à beira-mar possui como berço dos voos espaciais americanos. A Costa Espacial, como é frequentemente chamada, não é apenas onde essa era audaciosa da ciência começou, com vários museus para documentá-la. Continua sendo, na verdade, a base espacial mais ativa do mundo.

Dentro do hangar Apollo/Saturn V no Centro Espacial Kennedy, um dos muitos artefatos que me emocionou por estar a poucos metros de distância foi o Veículo Lunar Rover, ou "jipe lunar", dirigido por astronautas na missão Apollo 17 de 1972. Ele está estacionado à sombra do imenso foguete Saturn V, que transportou astronautas e seus equipamentos no final dos anos 1960 e início dos anos 70. Apollo 17 foi a última missão tripulada à lua.

Girando 180 graus sobre meus calcanhares, visível através das portas de vidro do hangar, o foguete Artemis II estava sendo transportado para sua plataforma de lançamento durante a minha visita recente e, em breve, levará os primeiros astronautas de volta à lua em mais de 50 anos.

Passado e presente

A cerca de uma hora de carro de Orlando, Cabo Canaveral e a cidade vizinha de Cocoa Beach entraram no imaginário coletivo no início dos anos 1960 como o local onde os sete astronautas americanos originais viviam, decolavam e descansavam à beira das piscinas dos motéis. É um destino histórico muito bonito, com palmeiras, ondas do oceano, uma praia de areia bronzeada, nasceres e pores do sol deslumbrantes, e vida selvagem por toda parte.

Assim que se chega à rodovia costeira A1A, além de Frank Sinatra cantando "Fly Me to the Moon", não há melhor companhia sonora do que uma leitura de "The Right Stuff". O livro de 1979 de Tom Wolfe narra de forma aventureira a origem e as missões dos astronautas originais do programa Mercury. A versão do audiolivro é interpretada por Dennis Quaid, que interpretou o astronauta Gordon Cooper na adaptação cinematográfica de 1983. Ao ouvi-lo novamente, desta vez comecei pelo capítulo sete, "The Cape".

"Cabo Canaveral ficava na Flórida, mas não em qualquer parte da Flórida", escreveu Wolfe. "Não, Cabo Canaveral não era Miami Beach ou Palm Beach ou mesmo Key West. Cabo Canaveral era Cocoa Beach... a cidade turística para todas as pessoas de baixa renda que não podiam pagar as cidades litorâneas mais ao sul."

Sessenta e poucos anos depois, Cocoa Beach ainda não é excessivamente desenvolvida nem voltada para visitantes ricos. Entre as redes hoteleiras pequenas e unidades de condomínios à beira-mar, ainda existem motéis antigos em funcionamento. Entre as redes de restaurantes fast-food há alguns estabelecimentos ligados à história espacial, com comida melhor.

Quando você está no local, a Costa Espacial reconfigura sua bússola mental, com o norte apontando para todas as coisas cósmicas. Você esbarra nisso em todo lugar. Há foguetes enormes em plataformas de lançamento à distância. Lojas de vape exibem painéis de astronautas com pranchas de surfe pintados nas paredes. Um barista conta que é filho de um funcionário da NASA.

O saguão do La Quinta Inn by Wyndham Cocoa Beach-Port Canaveral • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource
O saguão do La Quinta Inn by Wyndham Cocoa Beach-Port Canaveral • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource

Ao entrar no saguão do hotel Courtyard Cocoa Beach Marriott, fui recebido por uma réplica de um traje de astronauta em tamanho real da década de 1980 e dois modelos de foguetes. Ao lado deles havia detalhes dos próximos lançamentos que qualquer pessoa pode assistir, incluindo o Artemis II.

Logo após o saguão, eles têm uma pequena vitrine com itens emprestados de um dos museus espaciais locais. Peguei um elevador com uma jovem que usava uma camiseta estampada com o famoso logotipo da NASA. E quando liguei a TV no meu quarto, me deparei com "The Martian" e "Star Wars" passando em dois canais diferentes. Não há como desligar essa bússola.

Caminhando nos passos dos astronautas

Os primeiros turistas que vieram aqui nos anos 1960 para assistir aos lançamentos podiam, se fossem corajosos o suficiente, encontrar os famosos astronautas simplesmente passando o tempo nos motéis locais após longos dias de treinamento.

"À noite, as áreas das piscinas dos motéis se transformavam em algo parecido com a agitada sala de uma fraternidade do Projeto Mercury", escreveu Wolfe. "Todas as noites, o lounge fraternal estava aberto, sob os céus, próximo à praia, e a festa acontecia."

O mais famoso desses pontos de encontro era o Holiday Inn, hoje o La Quinta Inn by Wyndham Cocoa Beach-Port Canaveral na North Atlantic Avenue (A1A). O saguão exibe alguns itens históricos e uma foto em grupo de 1,80 metro dos astronautas do Mercury. Ao lado da piscina, em frente a uma quadra de shuffleboard, há uma placa antiga de madeira sob pequenas palmeiras que diz: "Este hotel foi inicialmente propriedade dos sete Astronautas originais da 'corrida espacial' do programa Mercury dos EUA", e lista seus nomes.

Placa antiga junto à piscina do La Quinta Inn by Wyndham Cocoa Beach-Port Canaveral indica que os sete astronautas originais do programa Mercury foram proprietários do motel na década de 1960 • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource
Placa antiga junto à piscina do La Quinta Inn by Wyndham Cocoa Beach-Port Canaveral indica que os sete astronautas originais do programa Mercury foram proprietários do motel na década de 1960 • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource

A evidência de quão culturalmente presente Cocoa Beach estava nos anos 60 está do outro lado da rua do La Quinta, onde a rua I Dream of Jeannie Lane leva ao Lori Wilson Park, à beira-mar. A popular sitcom daquela década uniu um astronauta residente em Cocoa Beach, interpretado por Larry Hagman, com uma sexy gênia de dois mil anos, interpretada por Barbara Eden.

Também me hospedei no Sea Aire Oceanfront Inn, onde os astronautas que pertenciam ao grupo Mercury 7 se hospedaram em sua época. Wernher von Braun, que liderou o desenvolvimento do foguete Saturn V da NASA após um início de carreira controverso com o Partido Nazista em sua Alemanha natal, também foi hóspede.

Hoje, o Sea Aire continua sendo uma acomodação limpa e muito acessível à beira-mar, com 16 quartos tipo estúdio com pequenas cozinhas. É compreensível que mostre algum desgaste após 75 anos de funcionamento.

"Uma pequena faixa ao estilo americano dos anos 1960 começava a se desenvolver na Rota A1A perto do Holiday Inn: restaurantes de hambúrguer com paredes de vidro e luzes magenta brilhantes, pontos noturnos com telhados Kontiki", escreveu Wolfe.

Um desses locais para refeições permanece na cidade de Cabo Canaveral, praticamente no mesmo lugar: o The Moon Hut. Na época do programa Mercury, a porta da frente tinha um letreiro gigante de lua ao seu redor e servia "Moonburgers" por 97 centavos, segundo o menu original em exposição.

Com janelas internas cobertas de adesivos e recortes de jornais emoldurados, o popular restaurante de hoje ainda parece uma volta ao passado, embora exiba duas esculturas de alienígenas. Em outros tempos, o cardápio era ainda mais extravagante, com nomes como "Eggs-traterrestrial Benedict".

Interior do restaurante The Moon Hut em Cabo Canaveral • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource
Interior do restaurante The Moon Hut em Cabo Canaveral • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource

O Zarrella's, um movimentado restaurante italiano em Cabo Canaveral, é conhecido por suas pizzas assadas em forno a lenha e pela popularidade entre astronautas atuais e aposentados. O estabelecimento pertence ao filho do ex-correspondente da CNN, John Zarrella, que cobriu lançamentos espaciais para a emissora durante vários anos.

O restaurante realiza um leilão beneficente anual em que os clientes dão lances em receitas originais de coquetéis inspirados no espaço, criadas por astronautas. Em exibição, estão fotos autografadas de muitos deles.

Ainda mais lendário é um bar preservado dentro do Cocoa Beach Fish Camp Grill (que serve jacaré frito, lagostim cozido ao estilo bayou e outras "comidas do pântano com estilo"). O edifício foi anteriormente o Polaris Motel, que se anunciava como a acomodação mais próxima da plataforma de lançamento de sua época.

E o bar do Polaris, The Mousetrap, era um dos favoritos entre astronautas e equipe da NASA. O painel de madeira original, o espelho do bar, os painéis de vidro colorido e o teto de metal foram todos preservados.

Seguir os passos da história dos astronautas é tão simples quanto passear pela própria Cocoa Beach. Enquanto esperava sua deixa para entrar no palco da história espacial, o astronauta John Glenn, o primeiro americano a orbitar a Terra, costumava correr na areia à beira do Oceano Atlântico.

Em janeiro, banhistas aproveitam a areia e as ondas de Cocoa Beach enquanto plataformas de lançamento de foguetes se erguem nas proximidades • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource
Em janeiro, banhistas aproveitam a areia e as ondas de Cocoa Beach enquanto plataformas de lançamento de foguetes se erguem nas proximidades • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource

"Era a melhor pista de corrida de longa distância que se poderia pedir, com ar puro do oceano para ajudar seu sistema cardíaco a funcionar eficientemente", escreveu Wolfe em "The Right Stuff". "E lá estaria John Glenn, a própria imagem da dedicação de um astronauta, correndo na mesma costa da qual um dia seria lançado aos céus."

Durante minhas próprias corridas na praia, vi um nascer do sol celestial, um grupo de golfinhos, o longo píer que é popular entre os observadores de lançamentos de foguetes, e uma garça-azul de um metro de altura.

A Disneylândia do espaço

Logo ao norte das cidades turísticas de Cocoa Beach e Cabo Canaveral, após as enormes docas de navios de cruzeiro, encontra-se o Cabo propriamente dito, em sua maior parte um santuário de vida selvagem de 560 quilômetros quadrados, mas também abrigando uma base militar com plataformas de lançamento da NASA e de empresas privadas ao longo da costa.

O Sands Space History Center, logo após o portão principal da base militar, guia os visitantes por um tour fotográfico, que vai de plataforma em plataforma, detalhando a história que aconteceu em cada uma delas.

Fiz uma rápida passagem por ele, observando motores de foguetes, comida espacial embalada a vácuo e filmagens históricas, antes do meu tour guiado pela base da Força Espacial que começa ali. (A Força Espacial é o ramo mais novo das forças militares dos EUA, criada em 2019, sob comando da Força Aérea.)

Essas visitas à base, que devem ser reservadas com dias de antecedência para as verificações de antecedentes e abertas apenas para cidadãos americanos, são operadas por duas empresas: Canaveral Tours e Space Shuttle Excursions.

Enquanto um pequeno grupo de nós estava sentado na van "Space Shuttle" esperando para entrar na base, eu estava ansioso para me aproximar de dois lugares em específico.

O Hangar S foi a principal instalação de treinamento, médica e de alojamento para os astronautas do Projeto Mercury. E o Complexo de Lançamento 34 é agora um Marco Histórico Nacional e um memorial aos astronautas do Apollo 1 – Virgil I. "Gus" Grissom, Edward H. White II e Roger B. Chaffee – que perderam suas vidas em 1967 durante um acidente na plataforma de lançamento. Acontece que o tour não passa por nenhum dos dois locais, mas guia você para dentro da casa de controle do LC-26 e do farol histórico.

Eu também estava esperando conseguir um bom ponto de observação para ver o Artemis II, que estava sendo transportado no dia em que eu estava lá, um verdadeiro momento histórico.

Mas então os guardas militares no portão informaram ao nosso guia que houve um problema com nossa documentação e não seríamos autorizados a entrar. Após algumas ligações sem sucesso, nosso motorista se desculpou em linguagem NASA: "Infelizmente, é um cancelamento".

Mas, felizmente, existe mais de uma maneira de completar uma missão, como nos ensinam os grandes filmes espaciais "Apollo 13", "Gravidade" e "Perdido em Marte".

Dirigi cerca de 27 quilômetros, atravessando a ponte Christa McAuliffe (em homenagem à professora-astronauta que morreu a bordo do ônibus espacial Challenger) e passando por um complexo de edifícios pertencentes à empresa de viagens espaciais privada Blue Origin. Tudo para chegar à Disneylândia do espaço: o Complexo de Visitantes do Kennedy Space Center.

O grande centro de visitantes possui brinquedos, filmes IMAX, um Salão dos Heróis Astronautas, passeio pelo jardim entre foguetes antigos, hologramas de astronautas, túneis de laboratório espacial em tamanho infantil, uma coleção de naves espaciais privadas novas e protótipos, e uma revelação bastante impressionante do verdadeiro Ônibus Espacial Atlantis.

Você pode até pagar a mais para conhecer um astronauta de verdade. Música cinematográfica ao estilo Hans Zimmer é tocada por todo o campus.

Embora meu tour cancelado da Força Espacial tenha me mantido distante da história do Apollo 1, fiquei emocionado com a seção do memorial no Kennedy Space Center, apresentando itens pessoais e a escotilha original da cápsula que não conseguiu abrir quando um incêndio elétrico tirou a vida dos três astronautas. Outro espaço sombrio foi dedicado àqueles perdidos nos desastres dos ônibus espaciais Columbia em 2003 e Challenger em 1986.

O que mais me interessava era entrar em um dos ônibus do Space Center para o hangar do Saturno V. Ali estava o que realmente me interessava, incluindo as cápsulas originais e os veículos lunares do programa Apollo, uma raríssima oportunidade de tocar em uma rocha lunar, e uma dramática encenação multimídia do pouso da Apollo 11, marcando a primeira caminhada humana na lua.

Das arquibancadas para espectadores atrás do hangar, tivemos uma visão clara da nave espacial Artemis II, prestes a encerrar uma pausa de cinco décadas nas missões lunares tripuladas. Ela estava viajando a 1,6 quilômetro por hora sobre um dos transportadores-crawler da NASA, o veículo autopropulsado mais pesado da Terra. É tão lento que não dá para perceber que está se movendo àquela distância.

Artemis II, vista da plataforma de lançamento a partir do Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy (com o auxílio de uma lente zoom) • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource
Artemis II, vista da plataforma de lançamento a partir do Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy (com o auxílio de uma lente zoom) • Zack Wittman for CNN via CNN Newsource

No trajeto de ônibus de ida e volta ao Centro Apollo/Saturno V, passamos pelo Edifício de Montagem de Veículos, o maior prédio térreo (e com as maiores portas) do mundo. A rota passa pelo Refúgio Nacional de Vida Selvagem da Ilha Merritt e vimos perus e javalis porcos selvagens e águias — o pássaro nacional, homenageado como nome do módulo lunar da Apollo 11.

Descobertas em Titusville

Um pouco mais a oeste, do outro lado do Indian River, está outra cidade em crescimento da indústria espacial, Titusville.

Seu Museu Espacial Americano é um pouco menos polido que o Sands ou o Kennedy Space Center, mas está repleto de destaques, incluindo o traje pós-voo de Gus Grissom, modelos em grandes escala, numerosos painéis de controle, e uma sala homenageando todas as astronautas mulheres da história, de todos os países. Em breve, pensei, eles precisarão adicionar uma foto de Christina Koch, da missão Artemis II.

Perguntei a um funcionário como encontrar a última parada do meu tour autoguiado: a Calçada da Fama dos Astronautas de Titusville. Foi uma resposta decepcionante. "Você sabe onde fica o Burger King?", o funcionário começou me perguntando.

A Calçada da Fama Espacial consiste em três monumentos, para as missões Mercury, Gemini e Apollo, dentro do Space View Park de Titusville. Do outro lado do rio era possível ver a Artemis II ao longe, na plataforma de lançamento 39B, pronta para seu momento histórico. Quando for lançada, já a partir de 6 de fevereiro, o parque sem dúvida estará lotado de espectadores.

Batendo às portas do céu

Por sorte, minha visita coincidiu com um lançamento adiado de um foguete Falcon 9 enviando um lote de satélites Starlink, da SpaceX. Pouco antes do horário programado para a decolagem, cheguei ao Grills Seafood Deck & Tiki Bar na extremidade norte da cidade de Cabo Canaveral, um dos vários restaurantes à beira-mar, próximo aos navios de cruzeiro atracados.

Minutos antes do horário programado, uma pequena multidão de clientes se reuniu à beira da água, todos olhando para o céu nublado acima de um imenso navio de cruzeiro e uma fileira de pelicanos entediados. Com 109 lançamentos no ano passado, Cabo Canaveral superou seu próprio recorde anual.

Eu estava conversando com meu tio ao telefone enquanto observava o foguete. Ele mora cerca de 240 quilômetros ao sul da costa da Flórida e quando contei o que estava fazendo, ele saiu para ver o lançamento. Ele se lembrou de Cocoa Beach nos anos 1960, quando era pouco desenvolvida e recentemente famosa, e me contou sobre seu encontro com Chuck Yeager, o lendário piloto de testes da Força Aérea que quebrou a barreira do som, destacado no livro "The Right Stuff".

Então o pessoal da SpaceX "acendeu a vela", como diria Yeager. Ou seja: o foguete foi lançado. Os espectadores "suspiraram admirados", eu entre eles, enquanto o clarão vermelho do foguete entrava e saía das nuvens, iluminando o céu noturno. O ruído reverberando em nossos peitos aumentava o drama cinematográfico. Nós aplaudimos quando o show terminou.

Enquanto eu estava sentado no bar, um funcionário me informou que a cozinha tinha uma última porção de petiscos de tubarão, caso eu quisesse. O jovem sentado ao meu lado notou meu sorriso enquanto eu olhava as fotos e vídeos do lançamento que acabara de fazer. "A empolgação é sempre grande na primeira vez", reconheceu.

Então, no momento em que o Falcon 9 estaria alcançando o espaço, a banda ao vivo atrás de nós tocou uma versão da música "Knockin’ on Heaven’s Door" ("Batendo às portas do céu", em tradução), de Bob Dylan, lançada em 1973.

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