Quais os passaportes mais poderosos do mundo em 2026? Veja ranking

Relatório do Henley Passport Index revela que países asiáticos têm os passaportes mais poderosos, com Singapura na liderança

Maureen O'Hare, da CNN
aeroporto de singapura
Singapura é o país que lidera o ranking de passaportes mais aceitos no mundo  • Wikimedia Commons
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Quando se trata de viajar entre países sem restrições e desfrutar de filas mais curtas no controle de fronteiras, existe uma categoria elite de passaportes com mais influência que outros.

Os três principais passaportes, segundo o último relatório do Henley Passport Index, são de países asiáticos: Singapura em primeiro lugar e Japão e Coreia do Sul empatados em segundo.

Os cidadãos de Singapura desfrutam de acesso sem visto a 192 dos 227 países e territórios monitorados pelo índice, que foi criado pela firma londrina de consultoria em cidadania e residência global Henley & Partners, utilizando dados exclusivos da Associação Internacional de Transporte Aéreo.

Japão e Coreia do Sul estão logo atrás, com acesso sem visto a 188 destinos.

A Henley conta múltiplos países com a mesma pontuação como uma única posição em sua classificação, então cinco países europeus compartilham o terceiro lugar: Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça. Todos têm acesso sem visto a 186 países e territórios.

A quarta posição também é toda europeia, com os seguintes países tendo pontuação de 185: Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos e Noruega.

O quinto lugar, com pontuação de 184, é ocupado por Hungria, Portugal, Eslováquia, Eslovênia e Emirados Árabes Unidos.

Emirados Árabes Unidos sobe no ranking

Emirados Árabes Unidos são o país que mais subiu no ranking nos últimos 20 anos • Divulgação/Burj Khalifa
Emirados Árabes Unidos são o país que mais subiu no ranking nos últimos 20 anos • Divulgação/Burj Khalifa

Os Emirados Árabes Unidos são o país com o melhor desempenho nos 20 anos de história do Henley Passport Index, adicionando 149 destinos sem necessidade de visto desde 2006 e subindo 57 posições no ranking. Isso, segundo o relatório, foi impulsionado pelo "engajamento diplomático sustentado e pela liberalização de vistos" do país.

Em sexto lugar estão Croácia, República Tcheca, Estônia, Malta, Nova Zelândia e Polônia. A Austrália manteve sua posição em sétimo lugar nesta atualização trimestral, ao lado de Letônia, Liechtenstein e Reino Unido.

O Reino Unido é o país com as maiores perdas ano a ano no índice, tendo agora acesso sem visto a 182 destinos, oito a menos do que tinha há 12 meses.

Canadá, Islândia e Lituânia estão em oitavo lugar, com acesso sem visto a 181 destinos, enquanto a Malásia está em nono, com pontuação de 180.

Os Estados Unidos voltaram à décima posição, com pontuação de 179, após brevemente saírem do top 10 pela primeira vez no final de 2025. No entanto, não é hora de comemorar. Os Estados Unidos estão logo atrás do Reino Unido quando se trata de declínio ano a ano, tendo perdido acesso sem visto a sete destinos nos últimos 12 meses.

O país também sofreu a terceira maior queda no ranking nas últimas duas décadas — depois da Venezuela e Vanuatu — caindo seis posições, da quarta para a décima colocação.

Estabilidade e credibilidade

"O poder do passaporte reflete, em última análise, a estabilidade política, a credibilidade diplomática e a capacidade de moldar as regras internacionais", afirma Misha Glenny, jornalista e reitor do Instituto de Ciências Humanas de Viena, no relatório da Henley & Partners.

"À medida que as relações transatlânticas se tensionam e a política doméstica se torna mais volátil, a erosão dos direitos de mobilidade para países como os Estados Unidos e o Reino Unido é menos uma anomalia técnica e mais um sinal de recalibração geopolítica mais profunda."

Na outra extremidade do índice, na posição 101, o Afeganistão permanece no último lugar, com acesso sem visto a apenas 24 destinos. A Síria está em 100º lugar (com 26 destinos) e o Iraque em 99º (com 29 destinos).

Isso representa uma impressionante diferença de mobilidade de 168 destinos entre os passaportes no topo e na base do ranking.

"Nas últimas duas décadas, a mobilidade global expandiu-se significativamente, mas os benefícios foram distribuídos de forma desigual", diz Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners e criador do Henley Passport Index.

"Hoje, o privilégio do passaporte desempenha um papel decisivo na formação de oportunidades, segurança e participação econômica, com o aumento do acesso médio mascarando uma realidade em que as vantagens de mobilidade estão cada vez mais concentradas entre as nações economicamente mais poderosas e politicamente estáveis do mundo."

Dupla cidadania

A Henley & Partners é uma das várias empresas que auxiliam indivíduos de alto patrimônio líquido a obter dupla cidadania em todo o mundo. Este mês, informou à CNN que em 2025 havia assistido clientes de 91 nacionalidades, mas os americanos lideravam a lista, representando 30% dos negócios da empresa.

No entanto, vários países europeus recentemente endureceram os requisitos para cidadania por descendência e também para programas de "passaportes dourados", que concedem cidadania em troca de investimentos financeiros e/ou imobiliários. Nos Estados Unidos, o senador republicano de Ohio, Bernie Moreno, propôs uma "Lei de Cidadania Exclusiva" que proibiria americanos de possuírem qualquer outra cidadania.

A lista Henley é um dos vários índices criados por empresas financeiras para classificar passaportes globais de acordo com o acesso que proporcionam aos seus cidadãos.

O Índice de Passaportes da Arton Capital considera os passaportes de 193 países membros das Nações Unidas e seis territórios — Taiwan, Macau, Hong Kong, Kosovo, territórios palestinos e Vaticano. Territórios anexados a outros países são excluídos.

O índice também é atualizado em tempo real ao longo do ano e seus dados são coletados por meio do monitoramento constante dos portais governamentais individuais.

O Ranking Global de Poder de Passaporte 2026 da Arton coloca os Emirados Árabes Unidos na primeira posição, com uma pontuação de 179 para vistos livres/vistos na chegada. O segundo lugar é ocupado por Singapura e Espanha, cada um com pontuação de 175.

Ranking de passaportes mais poderosos do mundo em 2026, segundo o Henley Passport Index:

  1. Singapura (acesso a 192 destinos sem visto)
  2. Japão e Coreia do Sul (188)
  3. Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça (186)
  4. Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos e Noruega (185)
  5. Hungria, Portugal, Eslováquia, Eslovênia e Emirados Árabes Unidos (184)
  6. Croácia, República Checa, Estônia, Malta, Nova Zelândia e Polônia (183)
  7. Austrália, Letônia, Liechtenstein e Reino Unido (182)
  8. Canadá, Islândia e Lituânia (181)
  9. Malásia (180)
  10. Estados Unidos (179)

E o Brasil?

No Henley Passport Index, o passaporte brasileiro aparece na 16ª posição do ranking, com acesso sem necessidade de visto a 169 países e territórios monitorados pelo índice. O Brasil fica empatado com a Argentina.

O único país da América do Sul que aparece antes do Brasil e da Argentina é o Chile, na 13ª posição, sem necessidade de visto para 175 países e territórios.

Esse conteúdo foi publicado originalmente em
inglêsVer original 
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